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Entenda por que Indústria 4.0 é sinônimo de alta competitividade

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O conceito de Indústria 4.0 traz uma verdadeira revolução para a forma como as fábricas são gerenciadas e os produtos desenvolvidos e vendidos. Com a mudança, a tecnologia atuará como base fundamental para otimizar e personalizar processos produtivos, além de usar a coleta e análise de dados como fonte de informação valiosa para aumentar a competitividade.

Nesse cenário, as empresas que se adaptarem e conseguirem extrair o máximo das tecnologias e do conceito de Indústria 4.0 vão alcançar altos índices de competitividade e, inclusive, reduzir os custos.

Quer entender melhor esse novo cenário que já está acontecendo? Acompanhe.

O que propõe a Indústria 4.0?

A Indústria 4.0 propõe uma interconexão inteligente entre os dispositivos que envolvem tanto a produção quanto as novas tecnologias. Dessa forma, máquinas, pessoas, diretrizes produtivas, fornecedores, dados dos consumidores, entre outros, atuarão de forma autônoma, interligada e em tempo real.

De acordo com César Cassiolato, Presidente & CEO da Vivace Process Instruments, a Indústria 4.0 está sendo motivada por três grandes mudanças no mundo industrial:

  • Avanço exponencial da capacidade dos computadores;
  • Imensa quantidade de informação digitalizada;
  • Novas estratégias de inovação (pessoas, pesquisa e tecnologia).

Os impactos dessa revolução no Brasil

É fato que ainda há uma série de obstáculos a serem contornados para que a Indústria 4.0 seja implementada por completo no Brasil. No entanto, esse cenário é fundamental para que o país possa desenvolver a sua competitividade.

"Vejo como o desafio que foi e vem sendo com a introdução dos barramentos digitais em campo, porém de uma dimensão muito maior para ser conquistado e com consequências muito mais devastadoras para a indústria nacional, caso não faça parte desta realidade a médio prazo. Estamos atrasados!", diz Cassiolato.

Uma vez que a Indústria 4.0 representa uma evolução dos sistemas produtivos industriais, o especialista ainda lista alguns benefícios previstos no impacto nas unidades fabris como: redução de custos, economia de energia, aumento da segurança, conservação ambiental, redução de erros, fim do desperdício, transparência nos negócios, aumento da qualidade de vida, personalização e escala sem precedentes etc.

As vantagens geradas pela Indústria 4.0

Todas as tecnologias propostas pela Indústria 4.0 e o modelo de trabalho mais autônomo e integrado trazem enorme vantagens, tanto para grandes quanto para pequenas indústrias.

Por meio deles, é possível ter uma produção e fornecimento mais eficientes, com muito mais flexibilidade e escala. Além disso, a possibilidade de coletar e analisar dados de demanda e produção em tempo real permite implementar processos mais eficazes e, consequentemente, reduzir custos.

Outro ponto que vale ser ressaltado é a diminuição da necessidade da mão de obra humana e a minimização dos erros, tornando as empresas, assim, ainda mais competitivas e com a agilidade necessária para reagir ao mercado e se adaptar.

Como avaliar o retorno trazido pelas mudanças

É fato que as mudanças trazidas pela Indústria 4.0 já estão acontecendo. E quem demorar para adotá-las ou ficar de fora, com certeza, perderá mercado e muito dinheiro.

No entanto, os indicadores de desempenho são essenciais para que seja possível entender como as mudanças estão impactando positivamente no negócio, além de permitir ajustes e otimizações durante o processo.

"Sem dúvida, com a implantação e recurso da Indústria 4.0, vários indicadores podem ser criados facilmente, e monitorá-los e controlá-los são fatores que podem ser um agente catalizador na geração de diferencial em relação aos competidores", acrescenta Cassiolato.

O grande desafio aqui, porém, é que praticamente tudo poderá ser medido em um futuro muito breve. Por isso, é preciso escolher e monitorar os indicadores mais adequados para cada negócio.

Cassiolato recomenda que, muitas vezes, é melhor ter poucos indicadores, aqueles que foquem nas métricas que são importantes para o negócio. Assim, a inteligência extraída pela análise é mais assertiva e permite tomar decisões estratégicas que realmente beneficiem a empresa.

Será que o seu negócio está preparado para abraçar as mudanças que já estão ocorrendo? Comece a adaptação o quanto antes para não ficar para trás e, se ficou com alguma dúvida, escreva pra gente pelos comentários. 

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*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Manufatura Avançada nas ferramentarias: veja como adotar

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A produtividade é o motor que impulsiona o desenvolvimento do setor industrial, além, é claro, de um fator determinante tanto para o sucesso quanto para o fracasso de uma empresa. Nesse sentido, a Manufatura Avançada (Indústria 4.0) chega para alavancar os sistemas produtivos ao unir automação, robótica e tecnologias avançadas para transformar de forma abrangente toda a esfera da produção industrial, incluindo, evidentemente, as ferramentarias.

A seguir, separamos algumas dicas sobre como as empresas desse ramo podem começar a trabalhar dentro do modelo de produção 4.0, além dos benefícios decorrentes da modernização dos seus processos. Confira:

Manufatura Avançada nas ferramentarias: o que aplicar?

Dentre os recursos relacionados à Manufatura Avançada mais indicados para a aplicação nas ferramentarias, podemos destacar:

1. Sistemas de Gerenciamento Integrado

A maioria dos gestores já sofreu com a falta de comunicação entre equipes e sistemas da empresa ou, até mesmo, com clientes e fornecedores. Por isso, na Manufatura Avançada, os sistemas são integrados para que todas as operações passem a ser registradas e o fluxo das informações e das atividades monitorado, aumentando, assim, a produtividade e a otimização de todos os processos da empresa.

As informações passam também  a ser mais seguras e atualizadas, quando necessário, remotamente, em dispositivos como computadores, tablets e celulares.

2. Programação CNC

A programação CNC com compensação 3D é um dos pontos importantes para a aplicação dos conceitos da Manufatura Avançada nas ferramentarias. O comando da máquina CNC e o pós-processador do CAM deverão estar configurados para que ocorram tais compensações.

Dessa forma, poderão ser reduzidos:

  • Desperdícios gerados pela troca de ferramentas realizada prematuramente, devido a pequenos desgastes;
  • Tempo perdido em função de pedido para que o programador CNC reprocesse um programa com a ferramenta com diâmetro ou raio menor;
  • Perdas de setup em razão da retirada de peças da máquina sem elas estarem com os dimensionais aprovados.

3. Robotização

A criação de células robotizadas nos setores de eletroerosão de penetração (EDM), eletroerosão a fio (WEDM) e nos centros de usinagens é de extrema importância para o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade e a redução de custos.

Em uma ferramentaria, contudo, o número de funcionários não tende a diminuir muito. Nesse método de trabalho, os colaboradores passariam a ter um papel de extrema importância. A diferença é que o operador atuaria não mais para uma máquina, mas para uma célula completa e altamente produtiva. Os principais ganhos viriam por meio do aumento da produtividade, da redução do tempo em máquina e de do lead time, assim como do aumento da vida útil das ferramentas e da melhoria da qualidade e diminuição de defeitos.

4. Operação em 5 eixos

O uso de Centros de Usinagem 5 Eixos no processo de fresamento permite aumentar a taxa de remoção nos materiais e melhorar a qualidade dimensional das peças usinadas. Além disso, o fresamento em cinco eixos possibilita maior liberdade de orientação das ferramentas em relação ao realizado em três eixos, o que favorece o desenvolvimento de uma grande vantagem em relação ao processo convencional.

No fresamento em centros de usinagem 5 eixos, também há a vantagem da acessibilidade da ferramenta em determinados ângulos negativos e faces da peça, nos quais a máquina convencional não tem acesso. Por isso, esta tecnologia de usinagem  na fabricação de moldes e matrizes exige alta capacitação técnica das equipes, em função da complexidade das programações e da operação como um todo.

5. Metrologia ótica 3D

Este é um recurso bastante útil da Manufatura Avançada nas ferramentarias. Também conhecida como medição por escaneamento, ele utiliza um escâner 3D para medição e inspeção tridimensional, agregando mais facilidade e agilidade a esses processos, além de ter a vantagem de a medição não demandar contato físico com as peças que estão sendo analisadas.

Benefícios da aplicação da Manufatura Avançada nas ferramentarias

Entre os benefícios dessa iniciativa, podem ser relacionados:

  • Redução de custos;
  • Economia de energia;
  • Aumento da segurança;
  • Conservação ambiental;
  • Redução de erros;
  • Diminuição ou eliminação do desperdício;
  • Transparência nos negócios;
  • Aumento da qualidade de vida;
  • Personalização e escala sem precedentes.

“Os setores de engenharia de projetos e as ferramentarias devem aproveitar tais transformações tecnológicas para impulsionar o processo de redução de custos, o aumento da qualidade e da produtividade e a redução do lead time. Esta quarta revolução industrial é uma maneira de estar nivelado ou à frente dos concorrentes em nível global”, explica Paulo Macedo, mestre em Engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

8 vantagens do Machine Learning na indústria

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O Machine Learning na indústria vem causando uma grande transformação no modelo de operação de fábricas brasileiras. Essa tendência comprova que a Inteligência Artificial não está mais presente apenas nos filmes de ficção científica e pode contribuir para o aumento da produtividade nas indústrias.

O conceito de Machine Learning está ligado às máquinas que possuem capacidade de aprendizagem própria. Isso permite que previsões sejam feitas com base em grandes quantidades de dados - através de um ramo da Inteligência Artificial construído sobre o reconhecimento de padrões e com a capacidade de extrair conhecimento independentemente da experiência.

O que é Machine Learning?

Talvez você nunca tenha reparado, mas o Machine Learning está presente em diversos momentos de nossas vidas: a loja virtual que sugere produtos com base nos produtos que você visualizou, as redes sociais que indicam amigos que talvez você conheça e os carros autônomos que estão sendo testados pelo Google e devem se tornar comuns em um futuro próximo.

"Machine Learning se trata da área da Computação, mais especificamente, Inteligência Artificial, em que se tem ênfase na aprendizagem de um sistema a partir de técnicas específicas. O propósito desta aprendizagem serve para que o sistema tenha conhecimento suficiente para tomadas de decisões automatas.", diz Eduardo Kroth, professor da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC.

Em vez de ficar limitado à execução de uma determinada tarefa, o Machine Learning cria um conjunto de regras e procedimentos que permite que os computadores possam agir e tomar decisões baseados em dados. Além disso, esses softwares são projetados para evoluir de acordo com os dados assimilados - criando um modelo de evolução constante.

Como é aplicado o Machine Learning na indústria?

"Considerando que uma indústria convencional está organizada com base em processos, atividades, fluxos alternativos e exceções, penso que a transferência deste conhecimento possa levar muitas decisões e ações para as máquinas, em tempo real.", analisa Kroth.

Além de outras aplicações para essa tecnologia bastante ligada ao conceito de Indústria 4.0, já temos vários casos de Machine Learning na indústria. Muitos dos problemas complexos enfrentados pelas indústrias podem ser resolvidos com o uso dessa tecnologia. Além disso, a automação de processos resulta em um salto na produtividade.

Desde o esforço de manter as cadeias de suprimento operando de maneira eficiente até a produção pontual de produtos personalizados sob medida, os algoritmos de aprendizado de máquina têm o potencial de trazer maior precisão preditiva a cada fase da produção. Muitos dos algoritmos que estão sendo desenvolvidos são iterativos, projetados para aprender continuamente e buscar resultados otimizados.

Confira 8 benefícios do Machine Learning na indústria:

  1. Fábricas inteligentes terão um processo de produção automatizado e monitorado de perto;
  2. Redes digitalizadas avançadas serão instaladas para coleta e transferência de dados;
  3. Os dados mecânicos são compostos por energia, velocidade, potência, peso, pressão, etc;
  4. A produção inteligente é caracterizada por ações preventivas e produção adaptativa;
  5. Máquinas, seres humanos, sistemas de software e produtos podem interagir pela Internet;
  6. Inspeções, supervisão, modificações e comunicação podem ser automatizadas;
  7. O processo de fabricação com valor agregado é heterogêneo, descentralizado e flexível,
  8. Novos dispositivos serão incorporados para ampliar o sistema e obter automação completa.

"Considerando que máquinas tenham processamento individual e conversem entre si (Internet das Coisas), muitas decisões podem ser realizadas sem a intervenção humana, agilizando as rotinas de uma indústria, reduzindo custos e aumentando a produtividade.", finaliza Kroth.

Você já conhecia o impacto do Machine Learning na indústria? Como enxerga essa tendência? Deixe o seu comentário.

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*Este material é um publieditorial, sob responsabilidade de TOTVS

Sistema acompanha metas com base em análises preditivas e comportamentais

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Única no país capaz de entregar soluções de gestão completas para o varejo, incluindo hardware, plataforma de e-commerce e mobilidade, é o Fast Analytics para RMS, da TOTVS, desenvolvida em parceria com a GoodData, provedora americana de plataforma de análise de dados na nuvem e altamente escalável.

A oferta foi desenvolvida com integração nativa ao software de gestão especialista no segmento supermercadista da companhia, o RMS, e é o primeiro produto de mercado configurado neste modelo. Dessa forma, a solução não demanda nenhum tipo de customização para ser implementada, o que ocorre em, no máximo, uma semana.

Com a ferramenta, todos os dados da empresa são consolidados permitindo análises precisas, de forma rápida e em qualquer momento. O Fast Analytics para RMS possui mais de 50 indicadores voltados a três grandes áreas do varejo alimentar: vendas, compras e estoque, capazes de apoiar nas principais necessidades de gestão características do setor. Diretamente do celular ou de outros dispositivos móveis, o gestor consegue visualizar gráficos e dashboards sobre diferentes informações, sem a necessidade de gerar relatórios, nem perder tempo para extrair e gerar essas informações. A solução agiliza e viabiliza uma gestão estratégica e eficaz dos negócios.


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Principais análises de dados

Entre as principais análises, está o de Acompanhamento de Metas, que permite o monitoramento constante sobre a evolução das vendas e margens. Dessa forma, não é necessário esperar o final do mês para saber, com precisão, quais foram os números alcançados. O gestor pode checar os índices diariamente pelo Fast Analytics e, a qualquer sinal de desaceleração, consegue tomar as ações necessárias, focando na otimização dos resultados e redução dos custos.

Duas outras análises também são bastante importantes para a operação supermercadista: o Controle de Estoque e a Análise de Sazonalidade. Com a primeira, a empresa consegue monitorar e controlar com precisão o seu estoque, com exatidão, e com base nessas informações, otimizar o seu giro de estoque para evitar sobras e quebras de produtos, reduzindo o desperdício e trabalhando promoções sempre que necessário.

A medida reflete diretamente nos rendimentos financeiros do varejista, que deixa de perder dinheiro. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), ano base 2015, apontou que o supermercadista é o segmento mais afetado pelas perdas no ponto de venda. A entidade apurou que o vencimento de produtos é o maior responsável, representando 39,6% dos resultados negativos das empresas do setor.

O segundo indicador, por sua vez, está direcionado à análise de determinadas épocas. É possível observar os dados levantados sobre o comportamento de compra dos clientes na Páscoa deste ano, por exemplo, para definir as melhores ações a serem adotadas no próximo período. Isso, baseando-se em visões do desempenho de cada uma das lojas da rede, que podem variar por região.

Respaldo para o planejamento estratégico

O empoderamento do consumidor trouxe um desafio ainda maior para os supermercadistas na busca pela equação perfeita para proporcionar o atendimento e a disponibilidade de produtos que as pessoas desejam. Por isso, ter o respaldo da tecnologia para fazer o seu planejamento estratégico é um diferencial para as empresas nesta nova realidade. Pensado nisso, o Fast Analytics para RMS ainda permite a integração com outros sistemas, como o CRM, o e-commerce ou até as redes sociais, para cruzar dados e, assim, obter indicadores mais completos sobre o seu público.

“O business supermercadista é um negócio em constante busca de rentabilidade e ganhos de eficiência. Somos um aliado do setor para esse desafio e, por isso, investimos muito em criar soluções inteligentes baseadas em dados com foco em ganhos de margem e conhecimento da operação”, finaliza Mário Almeida, head de fluig, Analytics & Consulting da TOTVS.

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Dia da Indústria levanta reflexão sobre o caminho do Brasil rumo à Manufatura Avançada

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Marcado pela retomada do crescimento econômico e as inovações tecnológicas proporcionadas pela Manufatura Avançada (Indústria 4.0), o Dia da Indústria celebrado nesta sexta-feira, 25 de maio, também é um convite para a reflexão sobre o cenário desafiador que vem sendo desenhado no Brasil e promete redimensionar a capacidade produtiva da indústria, determinando, inclusive, novas diretrizes de negócios.

Vale lembrar que o conceito 4.0 teve origem a partir de um projeto de estratégias do governo alemão voltadas à tecnologia e foi usado, pela primeira vez, na Feira Hannover, em 2011. A proposta consiste em conectar máquinas, sistemas e ativos para que as empresas criem redes inteligentes em toda a cadeia produtiva, capazes de comunicar-se entre si, receber informações em tempo real, armazenar dados na nuvem, identificar e corrigir defeitos sem a intervenção humana.

Não à toa, o país tem apresentado alguns planos para inserir o conceito 4.0 no centro de suas estratégias de política industrial. Em março deste ano, por exemplo, o governo federal lançou, no Fórum Econômico Mundial, um pacote de incentivos à modernização do parque fabril brasileiro para estimular a adoção de novas tecnologias, como impressão 3D, inteligência artificial e Internet das Coisas.

O programa tem como objetivo destinar até R$ 8,6 bilhões em financiamentos a empresas e zerar a alíquota de importação de robôs. O pacote começou a ser discutido após a constatação de que a Manufatura Avançada é responsável por uma nova revolução industrial em escala global e que o Brasil não aproveita as possibilidades já existentes.

“As empresas que primeiro se prepararem para este novo ambiente conseguirão fidelizar mais clientes, além de aumentarem sua lucratividade pelo controle do processo produtivo e de sua cadeia de valor”, ressalta Paulo Roberto dos Santos, consultor em Manufatura Avançada.

Como implantar a Manufatura Avançada na minha empresa?

Existem seis princípios básicos para o desenvolvimento e a implantação da Manufatura Avançada nas empresas. Confira os detalhes a seguir:

Capacidade de operação em tempo real

Consiste na aquisição e no tratamento de dados de forma instantânea, permitindo a tomada de decisões em tempo real.

Virtualização

Propõe a existência de uma cópia virtual das fábricas inteligentes, permitindo a rastreabilidade e o monitoramento remoto de todos os

processos por meio de inúmeros sensores espalhados ao longo da planta.

Descentralização

A tomada de decisões passa a ser feita pelo sistema cyber-físico, de acordo com as necessidades da produção, em tempo real. Além disso, as máquinas não apenas recebem comandos, mas também passam a fornecer informações sobre seu ciclo de trabalho.

Orientação a serviços

Utilização de arquiteturas de software aliada ao conceito de Internet of Services.

Modularidade

Produção de acordo com a demanda, o acoplamento e o desacoplamento de módulos na produção, favorecendo a flexibilidade para alterar

tarefas das máquinas.

Interoperabilidade

Capacidade dos sistemas cyber-físicos (suportes de peças, postos de reunião e produtos), de humanos e das fábricas inteligentes se comunicarem entre si por meio da Internet das Coisas e da Internet.

E a sua empresa, já está se adaptando ao modelo de produção 4.0? Compartilhe a sua experiência conosco aqui nos comentários abaixo e continue acompanhando o nosso canal de conteúdo. 

Checklist da manutenção preventiva industrial; confira

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Já falamos diversas vezes por aqui sobre a importância da manutenção preventiva para o andamento da produção industrial brasileira. Afinal, quem a segue à risca passa a ter o poder de evitar que máquinas parem inesperadamente no chão de fábrica, prejudicando, assim, os ciclos de entregas.

Apesar disso, o desenvolvimento de um plano para colocar em prática ações preventivas é, muitas vezes, uma das maiores fontes de dúvidas dos gestores técnicos da indústria.

“Nos últimos anos, a manutenção preventiva tem sido auxiliada por técnicas preditivas como o monitoramento periódico de vibrações, que precisa ser desenvolvido para que, além de prevenir, possa se prever a necessidade antecipada de intervenção no equipamento – ou seja, fazer a chamada manutenção preditiva”, esclarece José Cristiano Daudt, diretor-presidente da Antares Acoplamentos.

Justamente por isso, fazer um checklist é fundamental. Só que antes de qualquer coisa, é preciso levantar informações a respeito das máquinas em questão.

“Temos de entender como o equipamento funciona, quais falhas ele costuma apresentar, além de quando, como, porque e onde elas acontecem. A partir daí, deve-se criar um programa de inspeção e possível substituição das peças, assegurar, é claro, que o estipulado seja cumprido e, por fim, monitorar os resultados para que se possa avaliar as melhorias ocorridas a partir da manutenção bem realizada”, reforça o especialista.

Dentro de um plano de manutenção preventiva industrial, deve-se mirar, portanto, para as seguintes áreas:

Mecânica

O checklist mecânico é feito para verificar cabos, correias, mangueiras, etc. Esses itens costumam sofrer com problemas de desgaste e podem, realmente, causar “dor de cabeça” se não tiverem em perfeito funcionamento.

Lubrificação

No plano de manutenção preventiva, esse item não pode faltar. Vale a pena verificar se todos os equipamentos que necessitam de lubrificação foram devidamente lubrificados, pois a falta desse procedimento pode fazer uma máquina parar de funcionar no meio do ciclo de produção.

Avaliação elétrica

Assim como os itens anteriores, a avaliação elétrica da máquina é fundamental. Os painéis, as fontes e os cabos de energia precisam ser vistoriados para que haja a certificação de que tudo está na mais perfeita ordem.

Segurança

Além de sofrer com problemas mecânicos ou elétricos, a máquina também pode representar um perigo para quem a opera, caso não passe por uma manutenção adequada. Portanto, certificar-se de que todas as normas de segurança foram devidamente cumpridas é importante, zerando os possíveis riscos.

Dessa forma, o gestor só precisa desenvolver um cronograma e buscar equipes capacitadas para executá-lo, lembrando de que uma manutenção preventiva bem aplicada reduz custos e aumenta a vida útil das máquinas.

“É comum pensar numa vida útil que gire em torno de cinco, dez anos. Mas boas máquinas, bem estruturadas e que recebem manutenção adequada, podem ser utilizadas por muito mais tempo do que isso”, conclui.

Como é realizada a manutenção preventiva na sua indústria? Compartilhe a sua experiência conosco no campo de comentários e até a próxima!  

 

5 benefícios da automação industrial que refletem diretamente em produtividade

Produtividade e Automação Industrial

O investimento em automação contribui para fazer frente à concorrência e atingir às necessidades do mercado comprador, pois uma indústria automatizada ganha em produtividade, tecnologia e valor agregado. Essa série de benefícios alcança empresas de todos os portes e segmentos.

Como a automação industrial impacta a produtividade?

Um sistema de automação verifica seu próprio funcionamento, sem a necessidade da interferência humana, em processos repetitivos com o menor nível de perdas por controle de qualidade e um ganho também em tempo de produção.

Controle de operações e compartilhamento de informações são pontos sensíveis para o gestor que deseja obter o máximo de resultado em uma indústria. Eles tornam-se mais factíveis com o uso de máquinas e equipamentos automatizados – que, aliás, são dotados de tecnologia que visa o consumo eficiente de energia.

Sem dúvida, empresas que ainda não deram atenção à automação industrial perdem uma ferramenta-chave para aumentar a produtividade e a competitividade. Em um mercado cada vez mais acirrado, elas terão mais dificuldade para manterem suas posições.

Relação automação industrial x produtividade

Produtividade: processos altamente repetitivos são executados com o menor desperdício possível de matéria-prima, em qualquer turno. O resultado é um volume maior de produção.

Custo: devido à redução de desperdício de material e da baixa necessidade de intervenção humana, há uma queda do custo operacional. Até mesmo por isso, o investimento feito em máquina ou equipamento automatizado tem rápido retorno.

Qualidade: direcionados a executar padrões sem riscos de alterações durante a operação, os sistemas de automação industrial alcançam um melhor resultado em termos de qualidade de produto final.

Tempo: a produção industrial é acelerada com o auxílio da automação, quando comparada com a produção que depende diretamente do trabalho humano, em razão da precisão e da alta capacidade de repetibilidade.

Segurança: máquinas modernas já cumprem as normas de segurança estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, especialmente a NR12, que estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e utilização de máquinas e equipamentos.

E-book produtividade na pequena e média industria

Big Data na indústria: como extrair grandes resultados

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O uso do Big Data na indústria vai muito além de coletar altos volumes de dados e armazená-los. As empresas com a capacidade de implementar métodos de análise eficazes são as que mais têm sucesso ao transformar uma grande massa de dados em inteligência para obter vantagem competitiva.

Apesar de a coleta e uso de dados já ser uma antiga conhecida da indústria, ainda são poucos os negócios que obtiveram sucesso em desenvolver processos ágeis de análise. Muitas vezes, os dados são acessados apenas em situações de crise e, dessa forma, perdem o seu grande valor: o de se antecipar às oportunidades e ameaças.

Como fazer, então, para usar o Big Data na indústria de uma maneira mais ativa e vantajosa? Continue com a leitura deste artigo e entende mais sobre o assunto.

Coletar dados é apenas o primeiro passo

Não se engane ao achar que, apenas com a coleta, você já está fazendo o melhor uso do Big Data na indústria. Recorrer à  análise em cima da hora, quando crises aparecem, só aumenta os gastos e a quantidade de tempo necessária para tomar decisões.

Extrair valor dos dados está justamente na habilidade de obter informações antes das situações acontecerem ou de aprender com o passado. Dessa forma, é possível tomar decisões em tempo real para que a eficiência da fábrica aumente, os custos diminuam e, até mesmo, as relações com os clientes sejam mais transparentes e personalizadas.

Para tanto, é preciso integrar as informações das mais diversas áreas da empresa e trabalhar com softwares que permitam eliminar a redundância. Outro ponto importante está em todos os colaboradores poderem acessar o mesmo banco de dados.

Com a união das ferramentas mais adequadas, uma boa comunicação interna e uma metodologia de análise eficaz, é possível tornar a interpretação de dados mais correta e, assim, tomar decisões que vão beneficiar todas as etapas da produção.

Tipos de análise com o Big Data na indústria

Transformar o volume de dados que temos à disposição em inteligência e, consequentemente, ações é um grande desafio. Além disso, há diversos caminhos que a sua empresa pode adotar, afinal, tudo vai depender das ferramentas e do tipo de informação buscada.

No entanto, é possível destacar alguns modelos de análises que podem ser realizados quando falamos de Big Data na indústria. São eles:

1 - Análise preditiva

A análise preditiva tem como objetivo identificar oportunidades futuras. Para isso, é preciso reconhecer padrões que aconteceram no passado em sua base de dados.

Com ela, deixa-se de tomar decisões baseadas exclusivamente na intuição e é possível obter um prognóstico mais realista para os caminhos do negócio.

Esse tipo de análise usa a mineração de dados, dados estatísticos e históricos para que seja possível identificar as tendências.

2 - Análise prescritiva

Esse tipo de análise segue a mesma lógica da anterior, no entanto, os objetivos são diferentes, já que a análise prescritiva traça possíveis consequências para cada ação a ser tomada no negócio.

Ela é importante para entender qual estratégia traz o melhor cenário em cada situação. Por meio da identificação de padrões, é possível, ainda, obter um cenário bastante real sobre como cada ação responderá.

3 - Análise descritiva

A análise descritiva é a mineração de dados no Big Data, permitindo compreender em tempo real os acontecimentos.

Esse tipo de análise, basicamente, permite visualizar os dados obtidos e entender como um data-base se comporta. Com isso, se torna possível criar relações com padrões do passado ou do futuro ou extrair significados de comportamentos para tomar decisões.

Por onde começar?

Além do grande volume de dados, o Big Data na indústria abre uma série de possibilidade de análises e de tomada de decisões. O mais importante para começar a extrair valor real desses dados está em, justamente, entender o que é pretendido com o Big Data. Trace objetivos e, a partir daí, defina indicadores que devem ser monitorados.

"A visualização de dados é um forte aliado dos executivos e tomadores de decisões. Somente com ela é possível compreender padrões nos dados, encontrar associações e realmente ter uma visão completa dos resultados para uma tomada de decisão", acrescenta Lucas Magalhães, Diretor Operacional da Paralelo CS Consultoria.

Definir uma metodologia de comunicação e análise de dados, bem como dispor das ferramentas adequadas fará toda a diferença para que o Big Data não se transforme em um grande custo para o negócio.

Por isso, não deixe de ter uma estratégia clara para que realmente seja possível extrair inteligência dessa importante atividade! 

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Soldagem por fricção: veja como controlar a temperatura para dar qualidade às junções

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Com grande potencial de aplicação na indústria, a soldagem por fricção, ou soldagem por atrito, como também é chamada, “é um processo de soldagem no estado sólido utilizado para unir partes metálicas por meio de caldeamento, obtido pelo calor gerado através do atrito provocado pelo movimento das superfícies em contato e a aplicação de pressão”, conforme define Luiz Gimenes, professor do curso de Soldagem da FATEC-SP e do SENAI Nadir Dias de Figueiredo.

Vale ressaltar, também, que, devido ao atrito gerado entre as partes, a energia cinética é convertida em calor, que é absorvido pela região imediatamente próxima às superfícies em contato, juntando-as. “Com isso, uma pressão é aplicada e a ação da força centrífuga faz fluir o metal para fora dos limites da peça na forma de rebarba, arrastando os óxidos superficiais existentes”, complementa o especialista.

A soldagem por fricção também permite uma gama de combinações de materiais muito maior do que qualquer outro processo. “Além das combinações comuns de materiais semelhantes, tais como o aço com aço, ela permite junções de alta qualidade para materiais de processos críticos, como as ligas do magnésio, alumínio e aços com um índice elevado de carbono. Além disso, é possível fazer combinações de materiais considerados incompatíveis, podendo-se unir sem dificuldade aço com cobre, aço com alumínio, alumínio com magnésio, ligas de níquel com aço e titânio com cobre, por exemplo", afirma Mariane Chludzinski, engenheira do Laboratório de Metalúrgica Física da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Dicas para um processo de soldagem por fricção de qualidade

A engenheira do Laboratório de Metalúrgica Física da UFRGS ressalta que, durante a soldagem por fricção, é fundamental evitar a distribuição instável de temperatura para garantir a qualidade das juntas soldadas. Por isso, colocar em prática algumas dicas é fundamental.

A primeira delas é entender que a temperatura produzida durante o processo de soldagem por fricção é consequência dos parâmetros de processo aplicados nos materiais. E que as principais variáveis controladas são a velocidade de rotação, a pressão ou a força axial. Em alguns dos métodos por fricção, o consumo linear de material processado (também conhecido como burn off), que corresponde ao deslocamento axial do material rotacionado, também é uma variável importante, pois influencia diretamente no tempo total de soldagem.

Dessa forma, “para a geração de uma junta soldada de qualidade, é preciso fornecer uma combinação adequada dos parâmetros de processo. Durante a soldagem, a temperatura atingida deve ser elevada o bastante para promover a união dos materiais, mas não em demasia, pois as propriedades mecânicas e metalúrgicas da junta podem ser comprometidas”, esclarece a engenheira.

O controle desses parâmetros de processo ocorre por meio da utilização de equipamentos automatizados, que também fazem o monitoramento em tempo real. Equipamentos confiáveis garantem a repetibilidade e tornam a qualidade das soldagens independente do operador.

“As principais variáveis do processo são a pressão e a rotação, esses dois parâmetros controlam a geração de calor que origina o coalescimento e favorecem a união das partes friccionadas. Para tanto, deve-se controlar esses dois itens adequadamente. Como o processo é dedicado, ou seja, ele é desenvolvido para uma peça em particular, na hora da soldagem, é importante fazer diversos testes a fim de adequar o melhor parâmetro de soldagem”, sugere o professor Luiz Gimenes.

Apesar do seu grande potencial de aplicação, existem poucas empresas que detêm o conhecimento dos processos de soldagem por fricção no Brasil, sendo que, para alguns métodos, não existe equipamento comercialmente disponível.

Como forma de reverter esse cenário, o LAMEF (Laboratório de Metalurgia Física), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), desenvolve há mais de 10 anos pesquisas nos diversos processos de soldagem por fricção.

Por intermédio do conhecimento adquirido, diversos equipamentos foram desenvolvidos internamente, incentivados por vários projetos de pesquisa fomentados pela indústria, principalmente pela Petrobras. Em função do teor de inovação tecnológica que esses processos e equipamentos apresentam, diversos pedidos de patente nacionais e internacionais foram depositados junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), como forma de resguardar o conhecimento desenvolvido.

Quer saber mais sobre soldagem por fricção? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!

Produtividade na indústria: fatores que influenciam o resultado

Em uma entrevista exclusiva com professor de engenharia do Insper, Raphael Galdino, falamos um pouco sobre a produtividade na indústria. Ele acredita que a produtividade em suas diversas formas de ser definida está intimamente ligada com a competitividade: ela é a razão entre a quantidade de recursos que você utiliza para fazer alguma coisa e a quantidade de peças ou de bens que você realmente produziu.

Uma vez que você já tem uma empresa com todos os processos otimizados, o próximo passo é investir em novas tecnologias para aperfeiçoá-los. Ele cita que, hoje, podemos ver a difusão de novas tecnologias, uma 4ª Revolução Industrial, a chamada Indústria 4.0, com computação em nuvem, entre outras tecnologias que juntas vão mudar a forma como pensamentos em produtos, os projetamos e os fabricamos.

É importante que o empresário de indústrias de pequeno, médio ou grande porte conheça qual a melhor tecnologia que se adequa ao modo de fabricar a sua solução e a sua necessidade. Acompanhe a entrevista completa no vídeo acima.

E-book produtividade na pequena e média industria