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Linhas de crédito para indústrias: dicas para conseguir a sua

Linhas de crédito para a indústria

Descubra como as linhas de crédito para indústria podem ser essenciais para o seu negócio.

O segmento industrial exige investimentos expressivos antes de, finalmente, obter lucro. Portanto, independentemente do porte do negócio, em algum momento será preciso fazer uso de linhas de crédito para indústrias.

O capital é necessário para cumprir novas demandas, pagar contas, comprar materiais, adquirir imóveis ou investir em máquinas e equipamentos. No entanto, conseguir esse crédito é um desafio para muitos gestores.

Dicas sobre linhas de crédito para indústrias

“O primeiro passo da empresa na hora de solicitar um financiamento é realizar um bom planejamento. Isso faz com que o crédito viabilize as oportunidades para o negócio e possibilite honrar o compromisso assumido”, afirma Magda Calegari, consultora do Sebrae-SP.

Desse modo, antes mesmo de considerar a possibilidade de solicitar uma linhas de crédito, crie um plano de negócios. Essa fase auxilia que o seu pedido de empréstimo seja aprovado mais rapidamente.

Um bom plano precisa incluir uma visão geral da empresa, pesquisas de mercado e projeções de vendas. Além disso, inclua um planejamento para anunciar seus produtos.

Caso já tenha elaborado um plano de negócios mas não tenha conseguido aprovação, pode ser necessário ajustá-lo. Considere modificações de alinhamento às mudanças no setor ou observe a previsão econômica da sua região.

Principais linhas de crédito para indústrias

Para pequenas e médias empresas, por exemplo, existe o BNDES MPME. Trata-se de um programa que oferece crédito para indústrias que tenham interesse em desenvolver projetos inovadores. Em termos de juros baixos, longos prazos de carência e amortização, essa é uma opção bastante atrativa.

Outra alternativa é o FINEP. Caso esteja pensando em captar para investir em tecnologia, o FINEP Inovacred oferece juros atraentes, menores de 10% ao ano na média, abaixo da maioria das linhas de financiamento.

No entanto, essas não são as únicas opções. Hoje, no Brasil, existem dezenas de instituições financeiras, públicas e privadas, que oferecem linhas de crédito para a indústria. Essas lihas atendem diversas finalidades, como implantação, capital de giro, reforma, ampliação, maquinário, inovação e exportação.

Caso tenha dúvida sobre qual escolher ou sobre os procedimentos necessários, alguns serviços podem oferecer orientações. O NAC (Núcleo de Acesso ao Crédito) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, pode ajudá-lo a tomar a melhor decisão para seu negócio.

Dicas financeiras para a indústria

Não ter acesso ao capital não deve ser uma desculpa para permanecer estagnado no mercado. Em um cenário da Indústria 4.0, é preciso investigar diferentes formas de financiamento, além de adotar uma gestão financeira eficiente e proativa.

Manter um fluxo de caixa saudável é um passo crucial para qualquer negócio. É preciso se organizar financeiramente antes, durante e depois de conseguir uma linha de crédito. Ainda, é fundamental identificar quaisquer riscos, sejam eles financeiros ou não, que ameacem seu caixa. Esses riscos podem fazer com que você solicite um crédito em excesso ou insuficiente.

Ao monitorar regularmente o progresso de negócio, é possível saber quanto dinheiro se tem no banco, quantas vendas está fazendo e os seus níveis de estoque. É necessário, ainda, revisar a posição atual em relação às metas estabelecidas em seu plano de negócios.

Tenha em mente que, se as contas não são atualizadas diariamente, a indústria se arrisca a perder dinheiro deixando de cobrar clientes inadimplentes ou não percebendo quando precisa pagar algum fornecedor. Essa negligência pode fazer com que você precise solicitar novas linhas de crédito e desperdice seus lucros com o pagamento de juros.

Dessa forma, encontrar financiamento para sua pequena empresa de manufatura pode ser um desafio, mas não é algo impossível. Ao conquistar linhas de crédito para indústrias, é possível obter um incremento no seu ciclo produtivo, permitindo maior produtividade, eficácia e competitividade para o seu negócio.

E você, está enfrentando dificuldade para ter acesso a linhas de crédito para indústrias?  Está pensando em buscar esse tipo de solução para o seu negócio? Conte nos comentários!

Como escolher a prensa industrial ideal?

Como escolher a prensa industrial

Presente em praticamente todos os tipos de indústria, a prensa é um maquinário fundamental. Disponível em muitas versões, saber escolher a prensa industrial pode ser um desafio. É preciso conhecer suas características, para compreender qual melhor se adapta com o segmento e a finalidade laboral.

Para ajudá-lo, confira a seguir algumas informações sobre cada prensa. Assim, será possível escolher a prensa industrial mais adequada para a sua necessidade.

Como escolher a prensa industrial: conheça os tipos e aplicações

1. Prensa hidráulica

A prensa hidráulica tem a sua movimentação feita por um líquido. Normalmente, trata-se de óleo sob pressão, que fica armazenado em um reservatório. Um conjunto motobomba gera pressão e inicie o funcionamento do equipamento.

Para controlar a prensa, o operador conta com um comando hidráulico que direciona o óleo para um cilindro. Esse cilindro é responsável pelos movimentos de descida e subida. Na descida, o óleo é enviado para a parte superior do cilindro hidráulico, enquanto o da parte inferior é direcionado para o tanque. Já na subida, é enviada pressão de óleo para a parte inferior do cilindro, enquanto o óleo da parte superior é direcionado para o tanque.

2. Prensa mecânica

A prensa mecânica possui essa denominação por contar com um motor elétrico e um volante para ser acionada. Este pode ser definido como uma roda de ferro de grande diâmetro e, por consequência, grande massa.

Ao ser acionado, o motor elétrico movimenta o volante que, por sua grande massa, armazena essa energia. O volante gira o mecanismo responsável pelo movimento de descida e subida, transferindo a energia armazenada.

3. Prensa servo-acionada

Em uma servo-prensa, a corrediça se comporta como um eixo de controle numérico. Ela recebe esse nome por ser acionada por um motor elétrico de alto torque. A diferença desse motor é a forma de controle, que pode ser programada para diversos valores de torque, velocidade e sentido de rotação. Isto garante economia de energia e versatilidade de trabalho, permitindo incrementos significativos na produtividade.

As prensas e sua utilização

Na hora escolher a prensa industrial, é importante ter em mente que cada uma delas apresenta uma utilização específica. Por isso, escolher a prensa industrial que melhor se adapta com o seu segmento industrial requer atenção.

As prensas mecânicas, por exemplo, são recomendadas para indústrias que buscam alta produção com economia de energia. Além disso, servem para os perfis de indústria que conseguem implementar facilmente sistemas automatizados.

Já a prensa hidráulica é versátil, capaz de fazer qualquer peça. Porém, devido à alta demanda de energia, sua principal aplicação na indústria é para o repuxo profundo ou para a realização de tryouts.

Nesse contexto, as servo-prensas entram como alternativa às prensas mecânicas e hidráulicas. Isso porque possuem características dos dois tipos de máquina, com a vantagem de serem mais econômicas.

Para que o proprietário da indústria identifique a melhor prensa para suas necessidades, é preciso entender sua capacidade de produção. É o que explica o coordenador do Curso Técnico em Mecânica no Sistema Fiep, Sander Costa Pinto. “Tudo está intimamente ligado à capacidade de produção desejada, às demandas de mercado, ao tamanho do parque fabril e à intenção de automatização dos processos de produção”, conta.

O coordenador complementa afirmando que “uma análise prévia e descuidada pode concluir que as servo-prensas são as melhores opções do mercado. No entanto, cabe ao empresário analisar suas reais demandas, o tempo de ocupação da máquina e a complexidade da peça a ser conformada. Dessa forma, evita prejuízos e o investimento errado em um equipamento com valor desproporcional à taxa de ocupação na sua indústria”, conclui.

Ficou com alguma dúvida sobre o tema? Deixe sua mensagem nos comentários!

Transição tecnológica no setor elétrico abre oportunidades para indústrias 

Tecnologia no setor elétrico

Além da geração distribuída, existem outras tecnologias em desenvolvimento para o setor elétrico no radar da Aneel. “Temos vários temas que também estão avançando na agência na área de mobilidade elétrica”, disse o diretor da AneMundo do Plásticoel. Também estão em fase de desenvolvimento projetos para o uso de sistemas de armazenamento de energia, usinas reversíveis e usinas híbridas. O uso do hidrogênio para geração de energia, a resposta de demanda, Waste to Energy, e outras tecnologias inovadoras e disruptivas ganham espaço nesse novo cenário.

É uma oportunidade de toda a sociedade, inclusive a indústria, repensar como consome energia. Por isso, as baterias talvez sejam os aparatos que mais expressem todo o movimento de avanço tecnológico. O armazenamento de energia já é uma realidade no mundo e começa a tomar forma no Brasil. De acordo com Carlos Brandão, presidente da Associação Brasileira de Armazenamento e Qualidade da Energia (Abaque), muitos projetos de pequeno e grande porte estão em negociação neste ano e deverão ser realidade ano que vem.

Armazenamento de energia: viabilização no mercado nacional

Assim, Brandão quer que o governo crie um mercado de armazenamento de energia, porém sem qualquer tipo de incentivo. Segundo ele, esse mercado tem potencial para movimentar entre US$ 500 milhões e US$ 700 milhões por ano. Ou seja, a efetivação desse mercado poderia postergar os custos com transmissão e geração a diesel. "Hoje há uma solução de solar com baterias que é usada no mundo inteiro e é muito mais barata que o uso de diesel por várias horas", explica.

Além disso, a viabilização do mercado nacional de armazenamento também faria com que empresas daqui pudessem oferecer soluções que elas já vendem no exterior. O uso da bateria para consumidores não enfrentaria um desafio grande na regulação, uma vez que o uso dos equipamentos não é regulado. Dessa forma, no lugar de geradores a diesel ou gás que já entram na rede aparecem as baterias.

Rodolfo Eschenbach, líder da indústria de Resources da Accenture para América Latina, reforça esse ponto. De acordo com ele, o consumidor está cada vez mais consciente em ter uma energia limpa. Além disso, paralelamente, as empresas globais estão revendo suas estratégias para adequar seus produtos a esse novo consumidor. “O consumidor de energia começa a ter um poder de escolha que não tinha antes”, disse, afirmando que modelos tradicionais com um único provedor não vão se sustentar com o tempo. “A competição sempre é positiva, tem um foco em qualidade, custo e o consumidor sempre ganha”, afirmou Eschenbach.

Transição do setor elétrico

Repensar o comportamento do setor elétrico é uma tendência mundial. “O mundo está buscando incentivar a transição para novas tecnologias, mas dando liberdade para que as empresas possam encontrar seus próprios caminhos. Assim, as distribuidoras já entenderam que elas vão ter que se capacitar para essas novas tecnologias e estão montando empresas de operação desregulada para poder ofertar tarifas mais competitivas”, destacou Bocuzzi.

O engenheiro elétrico Leandro Pereira, CEO da startup Time Energy, percebeu após trabalhar anos no desenvolvimento de um medidor inteligente que o dinheiro pode estar no mercado não regulado. Por isso, criou o NERAS, um medidor de energia voltado para a indústria, comércio e residências, com o conceito de desagregação das cargas.

“A gente consegue não só fazer a medição de uma unidade consumidora, mas de cada componente instalado no edifício. A ideia é ter uma informação detalhada para auxiliar o consumidor a reduzir o consumo. Percebemos que para a indústria o nosso equipamento tem muitas possibilidades. Quando você consegue desagregar o consumo, conseguimos informações, por exemplo, para fazer manutenção preditiva. Uma máquina que tem um consumo estabelecido para um determinado tempo, mas o consumo mudou, pode ser um indicativo de que pode haver uma falha”, explicou Pereira.

Energy Week: oportunidades para a indústria

Nos dias 28, 29 e 30 de maio, em São Paulo, consumidores e agentes da cadeia produtiva do setor elétrico terão a oportunidade de debater todos esses temas. É a oportunidade de discutir de que forma a indústria pode encontrar opções para a eficiência energética. O Energy Week, realizado pela primeira vez pelo Grupo CanalEnergia|Informa Markets, vem com a proposta de ser o evento 3D do setor. A ideia é conectar consumidores com o que há de mais inovador e tecnológico no setor elétrico. Inscreva-se e participe!

Geração distribuída de energia: opções para a indústria vão além da solar

Geração distribuída de energia

Com as transformações observadas no setor elétrico e oportunidades na geração distribuída, a indústria se vê diante de uma questão: é hora de gerar sua própria energia?

A transformação digital que atinge todas a da sociedade, inclusive a indústria, chega ao setor elétrico. Com uma produção que aponta para um futuro descarbonizado, descentralizado e digitalizado, o setor desenha hoje novos modelos de negócio. Assim, abrindo espaço para debates, temas como mobilidade elétrica e geração distribuída de energia ganham cada vez mais espaço.

“O consumidor de energia começa também, da mesma forma como temos acesso a plataformas opcionais de transporte, a buscar serviços alternativos de energia e essa é uma tendência que vai se proliferar. Um monte de novos entrantes já estão desenvolvendo soluções para oferecer nessa área de energia”, comenta Cyro Vicente Bocuzzi, CEO da ECOEE, que foi vice-presidente da Eletropaulo, a maior distribuidora de energia do Brasil, hoje Enel São Paulo.

Geração distribuída: cenário nacional

O Sistema Elétrico Brasileiro ainda tem muito o que avançar. Entretanto, algumas iniciativas já começam a entrar em marcha, como a geração distribuída. Neste modelo, o próprio consumidor pode produzir sua própria energia utilizando fontes como solar, biogás, biomassa e eólica.

“A agência reguladora está entusiasmada com as novas tecnologias. Um exemplo disso é a Resolução Normativa 482/12. Enfrentar o tema da geração distribuída é reconhecer que essa é uma tecnologia inexorável para o país. Sabemos que: ou a agência regula, ou ela será atropelada pela tecnologia”, disse o diretor da Aneel, Efrain Pereira da Cruz, em entrevista concedida em Curitiba (PR).

Dessa forma, a micro e mini geração podem permitir que a energia tenha um fluxo diferente, saindo do tradicional usina-transmissão-distribuição. Além disso, a massificação das baterias também pode ser uma aliada importante para a independência do consumidor industrial.

Opções além da solar para geração distribuída

O diretor de Tecnologia e Regulação da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), Leonardo Caio, lembra que a geração distribuída é um conceito amplo, que transcende os usos previstos da Resolução 482. Além do sol, dois importantes combustíveis para a geração distribuída são o gás natural e o biogás. O especialista entende que é um acerto o uso da cogeração a gás. Isso porque a indústria e o comércio nem sempre podem implantar uma mini usina eólica ou solar. "A eficiência do gás natural já está em 75%, entro com gás e saio com energia elétrica, água quente e gelada", frisou.

Além disso, o gás natural vai trazer a segurança para a variabilidade característica das fontes renováveis.  Nos períodos sem ventos intensos ou à noite, as térmicas movidas a gás de grande porte entram para dar segurança ao sistema elétrico. "Esse gás na base serve para firmar a nossa carga e o que vem de solar e eólica entram para ajudar a preservar os reservatórios", destacou Caio, ressaltando que o desempenho da biomassa em 2018 contribuiu para poupar os reservatórios do Sudeste/ Centro-Oeste em 15%.

Energy Week: oportunidades para a indústria

Nos dias 28, 29 e 30 de maio, em São Paulo, consumidores e agentes da cadeia produtiva do setor elétrico terão a oportunidade de debater todos esses temas. É a oportunidade de discutir de que forma a indústria – um dos grandes players consumidores nesse cenário – encontrar opções que levem a uma eficiência energética cada vez maior. O Energy Week, realizado pela primeira vez pelo Grupo CanalEnergia|Informa Markets, vem com a proposta de ser o evento 3D do setor, conectando em um só lugar consumidores com o que mais inovador e tecnológico está se discutindo no setor de energia no Brasil. Inscreva-se e participe!

3 oportunidades tecnológicas para pequenas indústrias

Oportunidades tecnológicas para pequenas indústrias

Aproveitar as oportunidades tecnológicas para pequenas indústrias pode levar o seu negócio a outro patamar. Saiba mais!

As oportunidades tecnológicas para pequenas indústrias abrem muitas possibilidades para o setor. São opções que geram maior competitividade, melhorem e automatizem processos e otimizem sua produção. Ou seja: levem o pequeno empresário para a era da Indústria 4.0.

No entanto, a adesão a certas inovações ainda é incipiente no Brasil. É o que explica o coordenador do curso de Gestão da Produção Industrial da Unisinos, Douglas Veit. “Estamos atrasados tecnologicamente. O mundo está na fase da estabilidade das tecnologias da Indústria 4.0. Então, ou damos um salto e avançamos, ou seremos cada vez menos competitivos e a consequência disso é trágica”, comenta.

A manufatura avançada, como também é chamada a Indústria 4.0, requer investimento. Entretanto, sobretudo quando falamos de pequenas indústrias, é preciso ser certeiro na escolha de onde investir. Nesse sentido, Veit vê que as oportunidades tecnológicas para pequenas indústrias estão ligadas principalmente a Big Data, Internet das Coisas e Inteligência Artificial.

“Essas novidades são de extrema relevância, e podem suportar os gestores na tomada de decisão e até, em alguns casos, tomar as decisões sozinhas, de acordo com uma série de histórico de dados e do estudo dos padrões de comportamento dessa série”, salienta o especialista.

Oportunidades tecnológicas para pequenas indústrias

1. Big Data

Com o Big Data, tudo aquilo que está disponível online sobre o histórico de produção e vendas da empresa é varrido e agrupado em um grande banco de dados. Hoje, seu uso é mais comum em estratégias de marketing e vendas. Seu uso pode ser focado na fidelização de clientes, mas seu potencial é muito mais abrangente. e deverá ser mais explorado nos próximos anos.

2. Internet das Coisas

A Internet das Coisas (IoT) tem seu futuro diretamente relacionado com a computação na nuvem. Em um processo considerado irreversível de digitalização dos negócios, demandas de estrutura física, como data centers, deixam de existir.

No digital, o pequeno empreendedor vê seus custos reduzidos. Com isso, aumenta suas chances de competição com o grande empresário.

Assim, empresas e consumidores poderão ter maior controle sobre suas mercadorias. Sua localização, por exemplo, pode ser determinada com precisão a partir do próprio objeto.

Além disso, na área da gestão é possível ter total controle de entrada e saída de mercadorias do estoque. Sempre de forma remota, ágil e precisa.

3. Inteligência artificial

Outra das oportunidades tecnológicas para pequenas empresas é a Inteligência Artificial. A AI permite que os robôs aprendam com as atividades realizadas e, assim, aprimorem as suas habilidades. Trata-se de uma combinação de várias tecnologias. Conjuntas, elas permitem que as máquinas percebam, compreendam, atuem e aprendam por conta própria as atividades humanas.

A IA favorece a redução dos erros de produção, pois, depois de treinados, os algoritmos inteligentes conseguem desempenhar tarefas produtivas que são suscetíveis a erros em processos executados por humanos. Isso proporciona o aumento da produtividade e a diminuição de retrabalhos e problemas de manufatura de peças.

Você já conhecia essas oportunidades tecnológicas para pequenas indústrias? Pensa em aplicar alguma delas ainda neste ano em sua empresa? Deixe sua mensagem nos comentários.

Energia 3D para a indústria: descarbonização, descentralização e digitalização

Energia 3D - Consumo de energia pela indústria

Seguindo uma tendência mundial, o setor elétrico brasileiro passará por uma transição para uma indústria cada vez mais descarbonizada, descentralizada e digitalizada

Desde o surgimento da internet, a transformação digital alterou hábitos, costumes, valores e modelos de negócio. A computação em nuvem com sistemas de alta capacidade de processamento e armazenamento, produzido de forma escalável e com baixo custo nos permitem acesso a tecnologias cada vez mais avançadas. Fazer mais com menos recursos sempre foi uma prioridade para a indústria. Na era digital, esse conceito nunca foi tão presente.

As tendências que guiam o futuro do setor de energia mundial envolvem a produção e o consumo de energia renovável, investimentos em digitalização de redes elétricas de média e baixa tensão; automação e gerenciamento do consumo de indústrias, comércios e residências; mobilidade elétrica; além de novas tecnologias de armazenamento e geração de energia descentralizadas. Toda essa transformação energética foi sintetizada em 3Ds: Descarbonização, Digitalização e Descentralização.

“A digitalização é basicamente isso, parte de um movimento maior da sociedade, no caminho de um conhecimento compartilhado e uma economia colaborativa, alavancada por outras plataformas que estão surgindo na parte de sensoriamento”, disse Cyro Vicente Bocuzzi, CEO da ECOEE, consultoria focada em gerenciamento, tecnologia, sustentabilidade e uso eficiente da energia.

Geração distribuída: tendência mundial

Cada vez mais a geração distribuída, em que o próprio consumidor pode produzir sua própria energia, dá impulso para a descentralização. A micro e mini geração podem permitir que a energia tenha um fluxo diferente, saindo do tradicional usina-transmissão-distribuição.

A massificação das baterias também pode acabar sendo uma aliada importante para a independência do consumidor da rede da distribuidora. Nos Estados Unidos, mais precisamente na Califórnia, onde o telhado solar valoriza o imóvel, há o movimento dos consumidores off-grid.

Descentralização e descarbonização da energia

O avanço das renováveis no Brasil, que consolidou a fonte eólica e deve fazer com que a solar tenha o mesmo destino, confere para esta última o maior potencial de descentralização. "A tendência é a eólica centralizada e a solar distribuída, por causa das tecnologias e dos recursos energéticos", disse Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

Reginaldo Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira de Comercializadores de Energia, sugere 'desacorrentar' o consumidor das distribuidoras, para que ele possa de fato ter acesso à descentralização, digitalização e descarbonização. "Se ele sair das correntes da distribuidora, como é no mundo todo, a digitalização se dá numa velocidade muito maior, porque ele passa a gerir sua vida energética", comentou.

Energy Week: oportunidades para a indústria

Nos dias 28, 29 e 30 de maio, em São Paulo, consumidores e agentes da cadeia produtiva do setor elétrico terão a oportunidade de debater todos esses temas. É a oportunidade de discutir de que forma a indústria – um dos grandes players consumidores nesse cenário – pode encontrar opções que levem a uma eficiência energética cada vez maior. O Energy Week, realizado pela primeira vez pelo Grupo CanalEnergia|Informa Markets, vem com a proposta de ser o evento 3D do setor, conectando em um só lugar consumidores com o que há de mais inovador e tecnológico no setor de energia no Brasil. Inscreva-se e participe!

Sustentabilidade na indústria: estratégias para crescer

Sustentabilidade na indústria

A sustentabilidade na indústria está baseada em estratégias verdes, que mesclam preocupação ambiental e produtividade.

Desde que a Revolução Industrial transformou a interação da sociedade com o meio ambiente, houve um aumento expressivo no uso de recursos naturais e na demanda por novos produtos. No entanto, as mudanças climáticas e o esgotamento de recursos têm motivado cada vez mais a sustentabilidade na indústria.

Atualmente, muitas empresas estão tratando a sustentabilidade como um assunto prioritário. É preciso alinhá-lo com suas estratégias corporativas para aumentar o crescimento e a competitividade do negócio. Entretanto, uma indústria sustentável vai além do meio ambiente. É preciso também aumentar a segurança dos funcionários, da comunidade e dos produtos, com benefícios inclusive para a marca.

A importância de desenvolver uma indústria verde

Cada vez mais as empresas estão adotando uma abordagem sustentável de longo prazo. A manufatura sustentável busca criar por meio de processos que reduzem os impactos ambientais e, ao mesmo tempo, conservam a energia e os recursos.

Para que isso ocorra, é preciso buscar um equilíbrio econômico, social e ambiental. No cenário econômico atual, existem muitos incentivos concedidos pelos governos federal, estadual e municipal. Redução de impostos, repasse de verbas para municípios e incentivos em infraestrutura para que empresas invistam em práticas sustentáveis são alguns deles.

Em 2013, foi sancionada a lei nº 12.836/13, que estimula políticas públicas de incentivo para práticas sustentáveis. Com isso, por exemplo, o IPTU verde, sob responsabilidade dos municípios, oferece descontos para companhias que possuem imóveis que adotam soluções sustentáveis. Entre elas, opções como reúso de água, aumento da cobertura vegetal e gerenciamento de resíduos se destacam.

Outro exemplo é o selo verde, previsto na ISO 14000 e concedido pela ABNT. Com ele, busca-se reconhecer as indústrias que utilizam padrões de gestão com impacto ambiental reduzido. O selo considera todo o ciclo de vida do produto, ou seja, da matéria-prima até o ponto de venda.

As tendências da sustentabilidade na indústria

As práticas sustentáveis ultrapassaram o nicho das organizações que tradicionalmente se posicionavam como “verdes”. Agora, sua aplicação inclui empresas em diversos setores da indústria. A sustentabilidade tem se apresentado como uma tendência para aqueles negócios que buscam competitividade, responsabilidade e inovação.

Agora, existe uma necessidade de alcançar a sustentabilidade decorrente da diminuição de recursos não renováveis, regulamentações mais rigorosas relacionadas ao meio ambiente e segurança no local de trabalho, assim como a demanda por produtos ecologicamente corretos.

Assim como a Indústria 4.0, a manufatura sustentável é vista como o futuro das empresas. Os requisitos ambientais no processo de desenvolvimento do produto já podem ser considerados como parte inevitável do sistema de manufatura.

As principais práticas sustentáveis na indústria

As formas pelas quais as organizações avançam no caminho da sustentabilidade na indústria inclui abordar o conceito de "empresa verde" de maneira coordenada, integrada e formal. Para isso, é preciso usar a inovação, o planejamento e a análise estratégica a fim de integrar a sustentabilidade nas funções de negócios e pensar no longo prazo.

"Uma maneira fácil é reduzir o desperdício de energia. Por exemplo, máquinas ineficientes podem consumir até 70% mais energia do que o necessário. Assim, o foco em modernizar equipamentos e adotar energia limpa e renovável ajudará um fabricante a reduzir seu consumo", recomenda o engenheiro ambiental André Fontes.

“Reduzir, reutilizar e reciclar”. Esse deve ser um dos princípios fundamentais de uma empresa verde. Processos antigos e ineficientes devem ser substituídos e adotar o uso de matérias-primas de maneira mais consciente é crucial. No mesmo sentido, sempre que possível, é importante escolher materiais reciclados ou recicláveis como base de seus próprios produtos, ao invés de optar por matérias-primas de fontes não-renováveis.

Além disso, a adoção do conceito de produção enxuta, com o amparo da tecnologia, consiste em empregar o número de pessoas exato, fabricando apenas o necessário e simplificando os processos para maximizar os resultados.

Dessa forma, eficiência e redução de desperdícios são a base para a sustentabilidade na indústria. Apostar em ações sustentáveis se torna um fator crucial para o desenvolvimento industrial, o aumento da competitividade e o crescimento econômico.

E você, pensa em adotar a sustentabilidade na indústria? Como você enxerga a demanda por uma indústria mais verde? Deixe sua mensagem nos comentários.

Rastreabilidade no processo industrial: como implantar?

Rastreabilidade no processo industrial

A rastreabilidade no processo industrial deve ser aplicada de diferentes formas. Conheça algumas delas!

A acirrada competitividade nos mercados globais faz crescer a necessidade de garantia da qualidade nos produtos e serviços ofertados aos usuários e consumidores finais. Isso exige transparência por parte das empresas em relação aos seus processos produtivos e suas cadeias de fornecimento.

Essa lógica se aplica a todos os tipos de indústria e, principalmente, à produção. Portanto, a rastreabilidade no processo industrial tem entre seus objetivos salvaguardar todo o histórico de produção de determinado produto. Ou seja: registrar desde a origem da matéria-prima, passando pelo processo produtivo em si, até o destino final.

Esse sistema de rastreabilidade deve ser confiável ao ponto de satisfazer as expectativas de todas as partes interessadas. Assim, é possível atender às expectativas de um público cada vez mais exigente e bem informadas em relação às ofertas de mercado.

Sistemas integrados de rastreabilidade

Em função dessa alta exigência, rastrear a produção de forma manual não é mais uma alternativa válida para as empresas. É preciso buscar soluções com tempo de resposta curto e eficaz no atendimento de seus processos internos.

“Uma alternativa muito utilizada hoje é a integração do MES (Manufacturing Execution System) com o sistema ERP (Enterprise Resource Planning) da empresa. Dessa forma, é possível monitorar o progresso em tempo real, desde a matéria-prima até o produto final. Além disso, possibilita a redução das perdas e, consequentemente, gera um incremento na produtividade”, esclarece Esequiel de Mello, coordenador de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Nesse contexto, a rastreabilidade no processo industrial pode ser aplicada de diferentes formas. Elas vão desde simples etiquetas de código de barras coladas no produto até códigos gravados em RFID (Radio-Frequency Identification).

Em uma indústria, pode-se aplicar a rastreabilidade, por exemplo, no gerenciamento de ativos de uma fábrica. Ela permite, assim, controlar as mudanças de localização, monitorar a disponibilidade e o estado de conformidade de uma série de suprimentos da fábrica.

A logística interna é outra área em que a rastreabilidade no processo industrial é bastante aplicada. Assim, as etiquetas RFID podem ser fixadas em pallets e containers para auxiliar na logística interna de uma empresa. Isso evita perdas e organiza a intralogística de forma ágil e prática.

Benefícios da rastreabilidade no processo industrial

Todo problema de qualidade é considerado uma perda para a empresa. Se ele foi identificado durante o processo produtivo, exige-se um retrabalho, porém isso está sob controle. Entretanto, quando a inconformidade chega ao consumidor final, essa perda pode alcançar uma abrangência muito maior. O problema é ainda mais grave quando a empresa não possui um sistema de rastreabilidade confiável e rápido na identificação do problema.

Os benefícios de um sistema de rastreabilidade são diversos.

“Além de garantir que o produto passe por todos os processos e testes de qualidade exigidos ao longo do processo produtivo, esse sistema identifica e delimita um potencial problema de qualidade que tenha escapado dos controles de processo, auxiliando a empresa na contenção do problema”, pontua Melo.

O especialista da UCS complementa a explicação apresentando um exemplo prático.

“Há inúmeros casos de grandes montadoras de veículos que, mesmo tendo aberto um processo de recall para troca de algum componente falho no produto já vendido para os seus clientes, demonstraram confiabilidade em seu processo de rastreabilidade, delimitando o lote de produção e fazendo a troca pontual do efeito detectado”, exemplifica.

Esse tipo de situação é resultado da rastreabilidade no processo industrial. Todo o processo favorece a fidelização por parte do cliente, que, assim, confia na política de qualidade da empresa e na transparência na tratativa dos problemas.

Você já adota a rastreabilidade no processo industrial de sua empresa? Conhece algum outro exemplo dessa aplicação? Compartilhe suas dúvidas e experiências nos comentários.

4 tendências para a indústria segundo a EXPOMAFE 2019

tendências para a indústria - EXPOMAFE 2019

Única oportunidade do ano para ver de perto as soluções para o setor metalmecânico, a EXPOMAFE é um guia de tendências para a indústria. Confira 4 delas e fique por dentro para descobrir como adaptá-las para a sua empresa:

Fábricas inteligentes, máquinas conectadas

A indústria 4.0 veio para ficar. Uma das principais tendências para a indústria é a conectividade entre as máquinas, gerando fábricas inteligentes e cada vez mais automatizadas. Preparar a sua empresa para a nova era da manufatura é indispensável para manter a competitividade nos próximos anos.

Robótica colaborativa

Robôs, máquinas e operários trabalhando em conjunto também são tendência para a indústria. Otimizados para garantir a segurança e para tornar as tarefas mais ágeis, os robôs colaborativos podem atuar em muitas frentes. Assim, tanto versões adequadas para cargas pesadas quanto opções para tarefas delicadas estão disponíveis no mercado.

Coleta e análise de dados

Tão importante quanto coletar os dados no parque industrial é garantir a análise adequada das informações. Por isso, a tendência é que as duas frentes evoluam em conjunto. Novas opções para monitoramento e máquinas já com sensores associados chegam ao mercado. Ao mesmo tempo, a gestão digital das informações ganha espaço e importância.

Treinamento e segurança

Realidade virtual na indústria

Com foco cada vez maior na segurança coletiva, leis como a NR 12 devem ganhar cada vez mais força. Além disso, os profissionais da indústria 4.0 também devem ser cada vez melhor preparados. Por isso, os cursos de engenharia devem continuar se adaptando ao novo momento da indústria. Soluções de tecnologia como realidade virtual e comandos de voz também ajudam a otimizar o treinamento de operadores.

Monitoramento 4.0 orienta manutenção preditiva de prensas hidráulicas

Monitoramento 4.0

Adaptável para máquinas antigas e seminovas, solução de monitoramento 4.0 pode orientar manutenções preditivas para prensar hidráulicas.

Pensando em levar as vantagens da indústria 4.0 mesmo para máquinas antigas e seminovas, a Schuler Group trouxe para a EXPOMAFE uma nova solução. Com o monitor de carga proposto pelo grupo, um conjunto de sensores registra todos os dados de trabalho da máquina.

"O monitor tem sensores instalados em partes da máquina como as vielas e rolamentos. Com isso, ele é capaz de identificar temperatura e vibração dos rolamentos, movimentos na estrutura da prensa, etc. Tudo que possa dar indícios de que a prensa irá apresentar problemas", comenta Guilherme Ribeiro, engenheiro de vendas da Schuler. "Com isso, é possível identificar a necessidade de troca de peças e agendar a manutenção preditiva", completa.

Monitoramento 4.0: programação de parâmetros e alertas

A ideia é que o sistema seja programado para identificar quais parâmetros são normais e quais exigem atenção. "Por exemplo, o monitor pode estar informado de que o rolamento tem como padrão ficar entre 30º e 31º e de que sua capacidade máxima é 40º", explica. "Com isso, ele pode estar programado para enviar um alerta por e-mail quando o sistema identificar 35º. Assim o gestor fica sabendo de que algo não está certo e pode agir para evitar o problema", conclui.

Organizar manutenções preditivas traz vantagens principalmente econômicas. O tempo de máquinas paradas para a correção de defeitos e troca de peças pode gerar custos altos e inesperados para a empresa. O monitoramento 4.0 pode ser um aliado importante para orientar esse tipo de ação.