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Entenda por que você deve investir em sua indústria em 2018

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Nos últimos quatro anos, o consumo aparente de máquinas e equipamentos no Brasil caiu 51%, refletindo o baixo investimento da indústria nacional, cujo “parque de máquinas ficou ainda mais atrasado do que já era”, como bem lembrou José Velloso, presidente executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) em entrevista recente ao nosso canal.

A cultura da maioria dos nossos industriais é de frear imediatamente os investimentos em períodos de redução da demanda na tentativa de conter os custos. É como aplicar, a grosso modo, estratégias de economia doméstica em escala industrial. Sem dúvidas, gastar menos com itens supérfluos tende a ser uma medida muito efetiva na dinâmica familiar, mas as variáveis da gestão industrial são outras.

Gastar menos não resolverá o problema de uma indústria, independentemente do seu setor de atuação. A melhor saída é, sim, aumentar a produtividade a partir de investimentos estratégicos.

No 3º Congresso Brasileiro da Indústria de Máquinas e Equipamentos, realizado em setembro deste ano em São Paulo, Gabriel Galipolo, mestre em economia política da PUC/SP, usou a estratégia adotada pelo parlamento europeu para conter o avanço industrial da China para exemplificar a importância de se investir mesmo em momentos adversos. Na ocasião, a solução encontrada pelo parlamento para aquecer novamente o mercado europeu e recuperar a demanda perdida para os chineses seguiu o seguinte raciocínio: “se a vantagem competitiva da China é a mão de obra barata, nós vamos investir em automatização para reduzir essa vantagem. E por estarmos mais próximos do polo consumidor, ganhamos ainda em logística”, conforme apontou Galipolo.

Eles poderiam simplesmente parar de investir, já que a demanda era menor. Mas ao invés disso, voltaram todos os esforços para as tecnologias que eram capazes de aumentar a produtividade e, portanto, a sua competitividade. O resultado é que hoje os chineses já não oferecem o mesmo risco, pois também tiveram que investir mais para melhorar os seus produtos frente à concorrência acirrada.

Mas como devo investir?

Segundo Pedro Parreiras, mestre em engenharia de produção e sócio-fundador da Nomus, uma das ferramentas de gestão que os profissionais da indústria têm à disposição para investir de forma certeira é a chamada teoria das restrições. “Ela consiste na identificação do gargalo, ou seja, do recurso que está restringindo a produção. A partir daí, o gerenciamento de uma fábrica passa a ser feita do ponto de vista do gargalo”, explica.

Por exemplo: caso seja identificado que uma máquina de tecnologia obsoleta está comprometendo a produção da empresa, é chegada a hora de substituí-la.

Conhecer as tecnologias disponíveis no mercado

Uma vez identificada a necessidade de trocar algum equipamento, também é importante apontar as funções que o recurso substituto deve ter para sanar o gargalo da produção.

Além disso, sobretudo na era da Manufatura Avançada, uma importante questão deve ser atendida: o equipamento “conversará” com as demais máquinas do seu chão de fábrica?

Para a melhor escolha, é imprescindível conhecer as opções disponíveis no mercado, as tecnologias de ponta, os fabricantes nacionais e também os de fora. Nesse sentido,  visitar feiras e eventos industriais é imprescindível. Isso porque, em um ambiente único, estarão reunidos os principais players da indústria, ávidos por mostrar in loco os benefícios de seus equipamentos. Certamente, você sairá de lá com várias alternativas em mente.

Como pagar?

Quando falamos em investimentos, a dúvida comum é de que forma financiá-los – recorrer a um aporte próprio ou pedir empréstimos junto a instituições financeiras privadas ou públicas. Na realidade, esta é uma questão “pessoal”, pois envolve variáveis muito particulares, que oscilam à mercê dos indicadores econômicos.

Apesar disso, todas as alternativas devem ser consideradas bem antes, quando o investimento é apenas uma ideia. Isso porque o meio de pagamento pode influenciar na decisão de importar um equipamento ou comprá-lo localmente, por exemplo. Afinal, os financiamentos via BNDES, que via de regra oferecem prazos mais longos e juros reduzidos, se restringem a compras de equipamentos nacionais, com 60% de conteúdo local. Esta é uma das exigências do banco para o credenciamento de fornecedores da indústria de máquinas e equipamentos, sistemas industriais e componentes.

Colhendo os frutos

Uma vez atendidas todas essas etapas, com os equipamentos já instalados, os testes e treinamentos realizados, a hora é de divulgar o seu ganho produtivo. Diversificar os seus nichos de mercado, exportar e mostrar ao seu cliente a sua visão inovadora de gestão em crise.

Certamente, este movimento contará a favor da sua empresa na próxima concorrência, além de contribuir para o fortalecimento da competitividade e das bases da sua indústria.

 

Como rebarbar e limpar peças metálicas corretamente?

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Quem vive o dia a dia indústria sabe que, durante o processo de usinagem de peças metálicas, seja por soldagem, moldagem ou cisalhamento, é comum lidar com bordas irregulares, saliências ou vestígios de fluidos nos metais. E que para garantir a qualidade, estética e padronização das peças usinadas, elas precisam passar por um processo de acabamento.

“A rebarba em peças produzidas em larga escala influencia, principalmente, no custo final dos produtos. Não é uma etapa do processo de fabricação, mas, sim, uma consequência de como ele foi elaborado e efetuado. Por isso, para minimizar este problema, devemos executar processos que garantam o acabamento final quase perfeito, sem rebarbas ou com o mínimo possível”, afirma Ivo Lonque, professor do Senai Paraná.

De acordo com o especialista, as rebarbas influenciam, também, na segurança dos colaboradores (corre-se o risco de lesões serem provocadas por pequenos entalhes durante a manipulação das peças) e podem, ainda, acarretar em problemas na montagem de componentes, reduzindo folgas e alterando medidas de precisão.

A limpeza de peças metálicas

Os fluidos lubrificantes são elementos necessários em qualquer operação de usinagem. Afinal, máquinas operatrizes, tais como tornos, CNCs, fresadoras, furadeiras, rosqueadeiras, serras, mandrilhadoras, brochadeiras e retíficas trabalham com uma solução refrigerante-lubrificante (óleo solúvel) recirculante.

Justamente por isso, um suplemento fundamental no serviço de acabamento de peças metálicas são os solventes de óleo, compostos químicos que destroem os produtos petrolíferos, tais como os lubrificantes de todos os tipos. Com eles, é possível remover todos os vestígios do fluido refrigerante empregado durante o processo de usinagem de peças metálicas.

Também existem máquinas de lavagem, algumas completamente automáticas, que removem as graxas e os óleos, lavam e secam as peças metálicas. Algumas, até mesmo, fazem a decapagem. Certos equipamentos podem ter tambores rolantes aquecidos eletricamente para fazer a lavagem de peças pequenas de uma produção em série.

O único cuidado especial é que a lavagem final dos itens seja feita, preferencialmente, com água, seguida da secagem rápida imediata, para impedir o embaçamento e a formação de ferrugem.

O processo de rebarbação de peças metálicas

A técnica de rebarbação pode ser realizada por meio de diversos métodos. Ela tem a finalidade de retirar saliências ou bordas ásperas e aparas, evitando acidentes decorrentes de fissuras e trincas e conferindo um perfeito acabamento às peças e aos componentes.

A rebarba pode ser considerada um defeito da peça, devido ao excesso de material em formato de fios na linha de fechamento ou na área da entrada do material presente nas peças moldadas, entre outros problemas.

São várias as técnicas para rebarbação. Entre elas, existe o processo manual, realizado por meio da utilização de ferramentas como limas, escovas de aço, lixadeiras manuais com discos específicos e, até mesmo, abrasivos com panos ou discos de tecido específico. No entanto, trata-se de um método bastante demorado, que implica em custos para o produto, podendo chegar a 30% do valor final.

Também é possível utilizar processos em máquinas como o tamboramento e o jateamento. No tamboramento, as peças são colocadas no interior de um tambor rotativo para serem rebarbadas e receberem o acabamento. Já no jateamento, elas são submetidas a um jato abrasivo, sendo rebarbadas e asperizadas.

Para prevenir o aparecimento de rebarbas, é fundamental repensar o processo produtivo e as ferramentas utilizadas em seu decorrer. “Algumas dicas que podem ajudar nos processos de usinagem são manter as ferramentas de corte, punções ou matrizes e facas com fio de corte sempre bem afiados e nos ângulos de cunha adequados aos diversos tipos de materiais”, finaliza o professor do Senai.

Quer ficar por dentro de mais dicas práticas para melhorar os processos da sua indústria? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!

A importância da academia para a Manufatura Avançada

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Crédito da foto: Instituto Mauá de Tecnologia

A indústria de manufatura vive o momento de aplicar em suas linhas de produção os benefícios dos desenvolvimentos tecnológicos proporcionados pela 4ª Revolução Industrial. Avanços admiráveis na tecnologia da informação e conectividade, nos novos materiais e elementos de máquinas, nas máquinas-ferramenta multitarefas, na robótica e nas ferramentas de corte de alto rendimento determinaram a criação da Manufatura Avançada, com base nos conceitos da Indústria 4.0.

Para atender às necessidades, tanto das grandes empresas, onde a maioria já utiliza estes modernos conceitos de produção, como das pequenas e médias, principalmente, daquelas que planejam mudar os seus antigos métodos convencionais de produção para as novas técnicas de manufatura, se faz necessário preparar a sua força de trabalho, voltada para as características de produção de cada empresa.

A formação de uma nova geração de engenheiros e técnicos, dirigida para essas atuais tecnologias citadas, é decisiva para o êxito da Manufatura Avançada nas empresas brasileiras. Cientes desta necessidade, as universidades, as escolas de engenharia e as escolas técnicas estão investindo fortemente em seus quadros de corpo docente e em laboratórios avançados para o ensino das novas técnicas dedicadas à Manufatura Avançada. Um exemplo disto é o Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul/SP, que vem se destacando nesta área, e o seu Reitor, Prof. Dr. José Carlos de Souza Jr., relata:

“Academia deve assumir seu papel protagonista na disseminação do conhecimento e formação profissional, operando, juntamente com as empresas, como pivô nesta transformação de produtividade e competitividade. Embora mais fortemente presente nos cursos de Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica e Engenharia de Controle e Automação, o conceito da Manufatura Avançada permeia todos os nossos programas acadêmicos.”

A evolução da Manufatura Avançada na indústria brasileira é imprescindível e irreversível, sendo ela o caminho a ser seguido pelas empresas de manufatura para incrementar os seus índices de produtividade e colaborarem com crescimento da economia e das exportações do país.

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Alfredo Ferrari é Engenheiro Mecânico, Vice-Presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da ABIMAQ.

Profissionalização é a chave do sucesso para empresas familiares

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Você sabia que algumas das maiores empresas do mundo são familiares, ou seja, são comandadas por membros de uma mesma família? É o caso das gigantes farmacêuticas Novartis e Roche, do Walmart, Oracle, Nike e Volkswagen, só para citar algumas. No Brasil, este tipo de gestão representa 80% das 19 milhões de companhias instaladas no país, sendo responsável por bem mais do que 50% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

Cristiane Brasil Lima Ulbrich, autora do livro “Gerenciamento de Ferramentarias”, lembra que “segundo alguns levantamentos, empresas desta natureza têm um maior grau de comprometimento e engajamento da sua liderança, o que lhes traz certa vantagem competitiva, principalmente nos primeiros anos de existência. ”

A visão de longo prazo, a paixão e a persistência destes gestores, que visam à continuidade do seu legado nas gerações futuras, também contam a favor das empresas que nasceram no âmbito familiar. No entanto, a realidade se distancia da teoria quando observamos que somente 12% desse tipo de negócio no mundo chegam à terceira geração - e 43% delas não têm sequer um plano de sucessão, segundo dados levantados pela PwC, na Pesquisa Global sobre Empresas Familiares 2016.

O caminho para o sucesso das empresas familiares

Diante desse cenário, cabem alguns questionamentos importantes: o que estas empresas que sucumbem à segunda ou terceira geração estão deixando de fazer? O que as diferencia de uma multinacional familiar?  As respostas para estas questões passam por uma consideração fundamental: o quão profissionais estas empresas são? Aqui esbarramos em, ao menos, três abordagens referentes à profissionalização, todas elas essenciais para a qualificação de uma empresa, seja ela de origem familiar ou não.

A primeira delas é o trato profissional dos assuntos comerciais pertinentes à companhia, separando a pessoa jurídica da física. Ou seja, os interesses da empresa devem ser preservados sem sentimentalismos de qualquer ordem, o que, do contrário, compromete a sua credibilidade perante aos demais funcionários e também ao mercado.

A contratação de funcionários especializados, cujas competências contribuem para o crescimento da empresa, indo ao encontro da visão de longo prazo dos seus donos, é outro lado a se considerar, além da gestão profissional em si. Ou seja, a incorporação de consultores independentes, que primam pela governança corporativa do negócio, com foco no monitoramento dos resultados e o gerenciamento efetivo, levando em conta, inclusive, o seu quadro de sucessão.  Afinal, o filho pode não ter interesse de perpetuar o legado dos pais. Mas se for o caso, um plano prévio de governança familiar é sempre muito efetivo para a estabilidade dos negócios, visando o desenvolvimento de lideranças, com planos de estudos e preparação de herdeiros.

A profissionalização, portanto, é a chave para o sucesso de qualquer negócio. Mas que fique bem claro, ela não muda, necessariamente, o caráter familiar de uma empresa. Basta recorrermos novamente ao exemplo da Nike. O que ela proporciona é uma multiplicidade de melhores competências, tanto dos membros da família como de profissionais que não fazem parte do clã, tornando a companhia mais sólida, lucrativa e estruturada para perpetuar por gerações.

Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e confira outras dicas de gestão importantes para as empresas do setor industrial. Até a próxima!