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Ataques cibernéticos: como sua indústria pode se proteger?

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Ataques cibernéticos se tornaram comuns mesmo nos círculos particulares, com golpes sendo aplicados em pessoas físicas através da internet. Mas quando estes ataques ocorrem em indústrias, os prejuízos podem ser ainda mais intensos e desastrosos. Com a maior digitalização das indústrias, os ciberataques também estão rapidamente evoluindo no setor.

Um relatório da empresa de cibersegurança Kasperksy com dados do 2º semestre de 2020 mostra que ataques contra sistemas de controle industriais (ICS) voltaram a crescer, após 12 meses de queda, principalmente nos segmentos de energia, petróleo & gás e engenharia & integração.

Esse crescimento liga um sinal de alerta entre gestores. Por isso, ter entendimento sobre como ocorrem os ataques cibernéticos e as melhores estratégias para evita-los passa a ser uma necessidade cada vez mais frequente.

Ataques cibernéticos: como ocorrem e quais as consequências?

Para os cibercriminosos, o setor secundário, como um todo, costuma representar um alvo altamente estratégico, já que indústrias podem ser vistas como mais propensas a ceder às demandas dos invasores e pagar centenas de milhares de dólares em bitcoins em troca de recuperar sua rede.

Dessa forma, para Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil, os ciberataques são classificados em três tipos: crime comum, tais como os golpes financeiros, espionagem digital e sabotagem.

Rebouças explica que infelizmente a indústria é um setor alvo onde os três tipos são “comuns” e há diversas possíveis consequências. Um trojan financeiro no ambiente do escritório tem o mesmo impacto que em outros setores – isso é verdade. Mas um vírus para minerar criptomoeda, uma ameaça comum e disseminada massivamente, pode acidentalmente entrar na rede operacional de uma indústria, mesmo ela sendo “isolada”.

Em nossa experiência, vemos rotineiramente funcionários carregando os celulares utilizando as entradas USB dos equipamentos industriais. Caso este dispositivo esteja infectado, ele transmite o programa malicioso”.

Já a ciberespionagem e a sabotagem digital fazem parte de golpes avançados, chamados direcionados ou de persistentes (APT – advanced persistente threat). “Infelizmente, a indústria está acostumada com casos de espionagem industrial, pois essas informações têm grande diferenciais competitivos, e o fato de haver ataques online com este propósito não é surpresa”, explica Rebouças.

O online é apenas mais um meio explorado pelos criminosos para tentar obter os segredos das indústrias. “Aqui, a consequência é séria e pode gerar perdas grandiosas ao reduzir a competitividade de uma empresa”, diz. Já os casos de sabotagem são mais raros, mas caso ocorra, o impacto é ainda maior, pois pode gerar perda de reputação da empresa, multas regulatórias e indenizações – sem falar no prejuízo por uma possível paralização da operação.

 Para se ter uma ideia, em 2019, um ciberincidente custava, em média, US$ 1,23 milhão e, em 2020, esse valor passou para US$ 1,41 milhão. Isso porque o aumento deste valor é, parcialmente, o resultado dos investimentos das empresas em ações para suavizar o impacto na imagem e na reputação da empresa.

Aumento da cibersegurança: pauta essencial

Ambientes com sistemas legados e desatualizados (back level), associados à falta de soluções adequadas de proteção e controle, tornam o ambiente vulnerável e de fácil exploração por cibercriminosos.

Dessa forma, para Fernando Carbone, Líder de Serviços de Segurança da IBM Brasil, os impactos aos negócios dos ataques cibernéticos podem ser diversos e muitas vezes intangíveis, dependendo bastante do segmento da indústria e do tipo de ataque ocorrido.

Segundo ele, o financeiro é sem dúvidas o principal motivo de preocupação dentro do panorama de riscos de cibersegurança, devido a potenciais paralisações das operações do ambiente produtivo.

Por essa razão, Carbone explica que a discussão do tema segurança em ambiente industrial é algo recente nas agendas dos executivos, mas que começa a fazer parte da pauta de gestão de riscos corporativos das companhias.

Segundo o Líder de Serviços de Segurança da IBM Brasil considerar o ambiente industrial no plano estratégico de cibersegurança da organização é um passo fundamental para estabelecer os controles corretos e prioritários para a proteção do negócio.

A estratégia deve contemplar a nova estrutura organizacional responsável por segurança em tecnologia operacional, considerando que até recentemente era gerida por estruturas apartadas, como a área de Engenharia”, indica o líder da IBM Brasil.

Como saber se sua indústria está vulnerável aos ataques cibernéticos?

Mas, como saber se sua indústria está realmente vulnerável? Para responder, Roberto Rebouças explica que cabe à indústria ter conhecimento sobre sua estrutura. Para isso, ele sugere que o gestor tente responder algumas questões.

Você tem visibilidade sobre o nível de segurança da sua empresa e quais são as principais vulnerabilidades em sua rede corporativa?

Este é o ponto de partida para qualquer estratégia de defesa, pois esta análise irá mostrar se suas informações estratégicas estão com o nível de proteção adequado”, indica Rebouças.

Caso a resposta seja “ando me expondo demais aos riscos”, o segundo ponto a ser avaliado é tecnológico, portanto, cabe ao gestor responder a segunda questão:

Quais tecnologias podem diminuir os pontos fracos em minha rede corporativa e dificultar que uma ação maliciosa seja bem-sucedida?

Segundo o gerente-executivo da Kaspersky no Brasil, a análise e testes de conceitos dessas tecnologias permitirão encontrar o investimento que melhor se adeque à realidade da empresa. Ele inclusive cita um exemplo:

Uma organização pode aprimorar a segurança existente sem trocar o fornecedor – isto é possível integrando informações sobre novas ameaças via Threat Data Feud à estrutura de proteção instalada”.

Por fim, o terceiro ponto tem um caráter humano. Como citado anteriormente, os ciberataques podem ocorrem onde há situações que o vetor de infecção é um funcionário da própria empresa que carregou o celular na USB.

Neste contexto, a auditoria de segurança deve considerar a capacitação da equipe na prevenção e e reação a um possível incidente.

Aqui entra a necessidade de realizar treinamentos de conscientização periódicos para todos os funcionários sobre medidas essenciais de segurança (como gestão de senhas e contas, reconhecimento de mensagens falsa etc.) e treinamentos técnicos para a equipe de segurança”, finaliza Rebouças.

Além desses pontos, outras recomendações gerais, como manter os sistemas operacionais e os programas sempre atualizados, aplicando as correções de segurança assim que forem disponibilizados são essenciais para priorizar a cibersegurança industrial.

2º semestre: o que o setor industrial pode esperar de positivo?

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Como a maioria dos setores da economia brasileira e mundial, a indústria sofreu os impactos da pandemia durante praticamente todo o ano de 2020. Queda de faturamento, queda da produção, aumento do desemprego e a dificuldade para cumprir com os pagamentos correntes foram algumas das consequências sentidas por indústrias em um ano bastante atípico e desafiador.

Mas, mesmo depois de meses muito difíceis, a atividade industrial conseguiu encerrar 2020 já vivenciando um ciclo de recuperação, indicando que o ano de 2021 apresenta a expectativa de uma recuperação mais estruturada e constante do setor. Com isso, a indústria brasileira começou o ano com grande otimismo e maior confiança na capacidade de reação e conscientes da importante participação que o setor tem na economia nacional e na sociedade como um todo.

Esse otimismo se confirma por projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que estima crescimento de 4% do PIB brasileiro em 2021, ante uma queda de 4,30% em 2020. Especificamente para o setor industrial, a expansão deve ser de 4,4% no mesmo ano segundo as mesmas projeções, ante uma queda de 3,50% no ano passado.

Confira nesse whitepaper gratuito o que o setor pode esperar de positivo nesse segundo semestre!

 

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Manufatura Light-out: saiba mais sobre o conceito de "manufatura apagada"

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A manufatura "light-out" vem recebendo cada vez mais atenção à sua promessa de automação completa. Esse é conceito de 'fábrica apagada' existe para definir fábricas com a operação completamente realizada por robôs, com pouca ou nenhuma intervenção humana. O pensamento é que se uma automação parcial traz vantagens, então uma automação completa é ainda melhor. No entanto, para a maioria das indústrias, é mais realista pensar em termos de automatizar processos completos, não produções completas.

Alguns exemplos ilustram o conceito. Nos Estados Unidos, a manufatura light-out está transformando o setor de injeção de plástico, e as empresas americanas ganharam participação no mercado global devido aos custos mais baixos e ao aumento da qualidade. A Makuta Micro Molding, por exemplo, especializada em micro moldagem por injeção, produz milhões de peças de tamanho micro a pequeno sem defeitos para as indústrias médica, farmacêutica, microfluídica e automotiva, usando a fabricação automática em uma fábrica apagada. De acordo com a empresa, os humanos são necessários apenas para configurar as máquinas para cada ciclo de produção.

Apesar dos muitos benefícios da automação - como custos de mão-de-obra reduzidos, horas extras de usinagem, menores requisitos de energia, aumento da qualidade, redução de acidentes de trabalho etc - a automação total de uma fábrica só é econômica para um grande volume de produção por um longo período de tempo. Isso ocorre porque o projeto de um processo de manufatura light out é um processo complexo e com uso intensivo de recursos. Por isso, requer um planejamento inicial detalhado no desenvolvimento e validação do processo, bem como a configuração e gerenciamento de rotinas de sondagem, robôs e garras, sistemas de monitoramento remoto e máquina e manutenção de ferramentas.

Centros de usinagem verticais vs. horizontais

Embora qualquer máquina-ferramenta CNC possa ser automatizada, os centros de usinagem horizontais são mais fáceis de automatizar do que os centros de usinagem verticais. Automatizar um centro de usinagem vertical é mais desafiador porque requer um robô para carregar e descarregar peças, um transportador para mover a matéria-prima e as peças usinadas para fora, um sistema automatizado de paletes e uma maneira eficaz de remover cavacos da área de trabalho. Um sistema de gerenciamento para ferramentas de corte também é necessário para verificar regularmente as pastilhas das ferramentas de corte quanto a quebras e desgaste, confirmar se as ferramentas estão funcionando corretamente e garantir a posição da mesa de ferramentas. Além disso, a sondagem montada no fuso ou na torre é necessária para validar o posicionamento da peça de trabalho e para medições em processo.

Cada máquina deve ter várias estações de ferramentas extras. Felizmente, a maioria dos fabricantes de máquinas hoje oferece opções para grandes depósitos de ferramentas e sistemas centralizados de armazenamento de ferramentas. Isso torna mais fácil para os programadores de máquinas CNC chamarem as ferramentas de corte de reposição em intervalos predeterminados ou quando o sistema de apalpação indica que há um problema.

Sensores de monitoramento remoto e software são obviamente críticos no caso de algo dar errado. Se a produção não puder ser interrompida rapidamente, pode haver danos significativos às máquinas e milhares de dólares em peças de sucata.

Em uma operação de manufatura light-out, os profissionais humanos ainda precisam gerenciar as instalações, planejar a produção para atender às cotas de demanda e programar os equipamentos. Também é muito provável que trabalhadores qualificados adicionais precisem ser contratados à medida que a produção aumenta por meio de processos totalmente automatizados.


*Publicado originalmente por Gail McGrew para a AMT News. Traduzido e adaptado pela equipe A Voz da Indústria.

Por que ter um bom sistema industrial de purificação de ar?

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Ambientes fechados, com muitas pessoas e um grande número de máquinas trabalhando ao mesmo tempo são características comuns de indústrias. Agora imagine todo esse ambiente sem uma renovação do ar. Exatamente por isso, dispor de um bom sistema industrial de purificação de ar deve ser essencial para a indústria.

Essa necessidade tem fundamento, visto que os mais diferentes processos de fabricação industrial produzem gases de exaustão e vapores que podem ser prejudiciais ao meio ambiente e às pessoas se não forem devidamente tratados.

No entanto, o sistema industrial de purificação de ar precisa ter qualidade suficiente para purificar o máximo possível de partículas, tornando o ar muito mais limpo, antes que ele seja lançado à atmosfera.

Sistema industrial de purificação de ar: por que é tão importante investir?

Os processos industriais de fabricação comumente produzem gases de exaustão e vapores com diferentes partículas capazes de prejudicar o meio ambiente se não forem tratados. Para evitar esses problemas, a Dürr Megtec, parte da divisão Clean Technology Systems do Grupo Dürr, indica que é extremamente importante realizar a purificação desse ar:

O controle de poluição do ar é o processo de remoção de substâncias ambientalmente perigosas que são produzidas em processos industriais antes de serem lançadas na atmosfera”.

Segundo os diretores da Dürr, praticamente todos os processos de fabricação precisam controlar a poluição do ar, caso da indústria química, farmacêutica, impressão e revestimento, em paint shops do setor automotivo e outras áreas da indústria.

Assim, as principais funções de bom um sistema industrial de purificação do ar estão relacionadas à:

  • Limpeza do ar de exaustão dos processos de fabricação;
  • Remoção de gases de exaustão de processos de reação;
  • Controle de odores desagradáveis, característicos em algumas indústrias;
  • Coleta mais eficiente de contaminantes

Além disso, a Dürr explica que um sistema de purificação do ar para indústrias permite que as diretrizes legais oficiais sobre controle de emissões sejam cumpridas, enquanto reduz o uso de energia primária.

Demais vantagens de um sistema industrial de purificação de ar

Além dos benefícios e vantagens anteriormente apresentados, um bom sistema industrial de purificação de ar permite que a indústria seja muito mais eficiente, tanto no aspecto produtivo, quanto de sustentabilidade, tornando o sistema de produção bem mais limpo.

Assim, o uso de equipamentos certos para o controle de emissões atmosféricas é uma forma de contribuir com o meio ambiente, evitando a poluição do ar, e com a saúde do colaborador, que poderá respirar um ar livre de partículas danosas.

Além disso, a Dürr ressalta que os sistemas de última geração eliminam os gases de exaustão e resíduos de maneira bem mais eficiente, reduzindo o consumo de energia e garantindo processos altamente confiáveis para a indústria.

Isso permite que as empresas atendam ambos requisitos legais e às metas individuais da empresa, destinadas a tornar os processos industriais mais amigáveis ao meio ambiente”, completa.

Cada processo exige um sistema de purificação do ar para indústrias específico

Uma dúvida bastante recorrente entre gestores industriais tem relação com a incerteza sobre qual deve ser o sistema industrial de purificação de ar adequado a cada uma das necessidades.

Nesse contexto, cada processo de produção tem seus próprios requisitos para o controle de poluição do ar, requerendo para isso a tecnologia certa para a atividade. “Oferecemos sistemas baseados em processos como oxidação térmica, oxidação catalítica e absorção”, dizem os diretores.

Durante o processo de planejamento do sistema de controle de poluição do ar, as fontes de emissão são identificadas e registradas. E o processo ideal é, então, selecionado.

Personalizar o sistema de controle de poluição do ar para atender aos requisitos específicos do cliente, permite que melhores resultados sejam alcançados”, explica a empresa.

São vários os exemplos de diferentes tecnologias dentro de um sistema industrial de purificação do ar. Os sistemas de controle de poluição do ar baseados no processo de separação são utilizados para remover partículas sólidas, como poeira do ar residual.

Há também uma ampla gama de sistemas para remover poluentes gasosos e líquidos do ar residual, dependendo das propriedades químicas e físicas das substâncias. Já o processo térmico envolve a combustão dos poluentes. Estes são aquecidos a uma temperatura tão alta que são convertidos em substâncias não perigosas.

Os oxidantes térmicos regenerativos oferecidos pela Dürr oferecem 99% de destruição de compostos orgânicos voláteis e eficiências térmicas de até 97%.

Por fim, há a possibilidade de purificação do ar para indústrias via processo catalítico, que também envolve a combustão dos poluentes com uma pequena diferença. “Por causa do catalisador as temperaturas são muito mais baixas do que em processos puramente térmicos”, indica a Dürr.

Benchmarking e experiência europeia: impactos para Transformação Digital de PME

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Pequenas e médias empresas enfrentam desafios diferentes das grandes empresas, mas a transformação digital em curso é igualmente importante e urgente para indústrias de todos os portes. Diante disso, incentivar o desenvolvimento coletivo da tecnologia e a aplicação cada vez mais acessível das soluções de indústria 4.0 é uma responsabilidade dividida por todo o setor.

No último mês de abril, aqui na VDI-Brasil (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha), maior Instituição Tecno-Científica da Europa e presente no Brasil há 65 anos, reunimos 40 responsáveis por Pequenas e Médias Indústrias Alemãs no Brasil. O encontro aconteceu através de uma de nossas iniciativas, a chamada Cluster de PMEs, que foca no benchmarking entre tal público.

O tema da vez foi justamente a Transformação Digital para Pequenas e Médias Empresas, que muitas vezes possuem problemas diferentes das grandes. Transformação da Experiência do Cliente, Transformação dos Processos Operacionais e Industriais e Transformação dos Modelos de Negócios foram os pilares em que o encontro se baseou.

Observamos que as tecnologias da Indústria 4.0 aumentam em 25%, em média, a produtividade das PMEs, através de sensores, IoT e outras tecnologias habilitadoras da 4ª revolução. O setor representa quase metade do PIB Industrial e, além disso, é responsável por 60% mão de obra do país.

Apesar de representatividade econômica altíssima, 45% dos funcionários não sabem como suas empresas tratam seus dados e não têm conhecimento profundo nas aplicações tecnológicas atuais.

Acredito que esse é um setor que representa boa parte da economia do Brasil e carece de iniciativas como esta. É nosso papel sensibilizar este público do poder da Indústria 4.0, em prol do Brasil.


João Vitor Stedile é Diretor Executivo da VDI-Brasil