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Articles from 2016 In August


Programa Jovem Aprendiz garante retorno tributário e produtivo à indústria

Programa Jovem Aprendiz

O investimento em um jovem profissional pode ser uma das melhores apostas que uma indústria pode fazer. São diversas vantagens que ele pode proporcionar, desde a formação adequada aos valores corporativos até o entendimento aprofundado dos processos, passando pela formação de acordo com a necessidade do negócio. Há, hoje, uma série de iniciativas que permitem esse início qualificado como os estágios, os trainees e o Programa Jovem Aprendiz.

Qualquer companhia que tenha no mínimo sete empregados pode contratar um jovem aprendiz

Um dos programas mais desenvolvidos do mercado brasileiro, o Jovem Aprendiz surgiu a partir da Lei da Aprendizagem, que determina que as empresas de médio e grande porte possuam entre 5% e 15% de jovens aprendizes em trabalho e/ou estágio. Isso quer dizer que esse jovem é quem estuda em uma instituição pública ou privada e concilia uma jornada reduzida de trabalho.

Qualquer companhia que tenha no mínimo sete empregados pode contratar um jovem aprendiz. Em contrapartida, como benefício tributário, a contribuição é de 2% de FGTS, cifra 75% menor que o padrão. Sem contar que as empresas do Simples Nacional sequer precisam fazer contribuição.

“É um dos segredos que a indústria precisa utilizar. Estamos falando do início da carreira do jovem, então você mesmo vai dar o passo a passo. Ao formar pessoas, a indústria começa a montar um plano de carreira. Primeiro chega como aprendiz e, depois, vira um especialista, um gerente, até um presidente”, ilustra Luisa Chomuni Alves, partner da Target RH.

O contrato com o jovem aprendiz estabelece algumas especificidades: liberdade para sair a qualquer momento, máximo de dois anos de duração, direito a carteira de trabalho, salário mínimo baseado em suas horas de trabalho, 13º salário e demais direitos trabalhistas, além de férias no mesmo período que as escolares.

Como não há multa rescisória, há, ainda, isenção total de custos em caso de demissão. E, sobretudo, a possibilidade de contar futuramente com um grande profissional. “O Jovem Aprendiz é muito utilizado nas grandes indústrias. E essas pessoas, geralmente, após conhecerem inúmeras áreas, vão ter uma excelente carreira”, avisa Luisa.

E-book Inovação Tecnológica

Como indicadores de produtividade podem tornar sua indústria mais eficiente?

Produtividade na industria

Em um momento delicado da economia brasileira, marcado por queda de consumo e recursos limitados para investimento, é importante se valer de táticas que possam auxiliar a indústria a se reinventar e superar barreiras, vencendo os obstáculos. E poucas são tão eficientes hoje quanto os indicadores de produtividade.

Os indicadores de produtividade são muito importantes, uma vez que permitem uma avaliação precisa do esforço empregado para gerar os produtos e serviços”, resume Julio Tadeu Alencar, consultor do Sebrae-SP. Antes de tudo, porém, como explica o próprio Alencar, é preciso especificar o que é indicador e o que é produtividade. “Indicadores são medidas que demonstram o resultado de um processo, ou de vários processos, servindo como base para a tomada de decisão. Normalmente, essas medidas podem ser quantitativas ou qualitativas, dependendo do que se deseja medir ou avaliar”, orienta.

Já a produtividade, resumidamente, seria a capacidade de fazer mais com menos, ou seja, de produzir mais e melhor, em menos tempo e gastando menos com foco no lucro e na competitividade. Os indicadores de produtividade, assim, medem a utilização dos recursos disponíveis. “Estão dentro dos processos e tratam da utilização dos recursos para a geração de produtos e serviços.” Medir o que se passa no interior dos processos e atividades, acrescenta o consultor, permite identificar problemas e, consequentemente, preveni-los para que não tragam prejuízos. Uma excelente solução em tempos difíceis.

Alencar, porém, chama a atenção para um verbo fundamental aos indicadores de produtividade: medir. “Só se pode gerenciar o que se mede. A produtividade, ou a eficiência da empresa, tem de ser continuamente medida e avaliada”, avisa.

Na prática, se feita a mensuração correta, os indicadores vão funcionar como uma relação entre duas unidades de medida diferentes: uma que quantifica os recursos utilizados e outra que quantifica as saídas produzidas.

Assim, o empresário terá em mãos um resumo da relação hora/colaborador, hora/máquina, produto/colaborador, produto/máquina etc. “Uma vez em posse dos indicadores de produtividade, passe então a analisar, comparar e melhorar os processos, sempre comparando os resultados anteriores com os atuais”, indica o consultor do Sebrae, antes de fazer uma última e importante ponderação: “Lembre-se: não podemos melhorar aquilo que não medimos”.

E-book Inovação Tecnológica

Expomafe, uma ampla vitrine para a indústria de manufatura

SP EXPO

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SP EXPO

A EXPOMAFE, criada para ser a mais importante exposição de máquinas-ferramenta e sistemas integrados de manufatura da América Latina e do Hemisfério Sul, ocorrerá num momento muito propício em que o Brasil estará certamente retomando o rumo do crescimento econômico e do desenvolvimento industrial, com base nos investimentos em máquinas e equipamentos que deverão ser realizados.

Há cerca de um século, o Brasil se projeta no mercado internacional como um tradicional produtor de bens de capital, incluindo máquinas-ferramenta. O país é detentor de uma vasta experiência na criação e produção de máquinas e equipamentos de alta qualidade e desempenho, competindo com os mais exigentes mercados internacionais.

Isso é um fato, de outro lado, sabemos que a economia de um país não pode depender, somente, da produção e exportação de seus produtos primários. A sua riqueza está, além da exploração e comercialização de suas abundantes commodities, na produção de bens duráveis que agregam valor, através da aplicação de modernas tecnologias e inovações.

A indústria brasileira de máquinas-ferramenta está comprovadamente capacitada para atender a quase totalidade das necessidades de produção no país, com elevado conteúdo tecnológico.

A EXPOMAFE estará apresentando o que há de mais moderno no que se refere a máquinas-ferramenta, tanto nacionais como importadas, além de sistemas integrados e células flexíveis de manufatura, robôs articulados e manipuladores de peças e barras, equipamentos para o controle da qualidade, acessórios e ferramentas, sistemas eletrônicos para o desenvolvimento de produtos e o controle da produção, entre outros produtos correlatos. Todos esses equipamentos estarão sendo demonstrados com aplicações, através de Células Flexíveis de Manufatura Avançada, baseadas nos conceitos da Indústria 4.0 e IIoT (Industrial Internet of Things).

A expectativa deste evento é muito grande, uma vez que, em face de uma demanda reprimida volumosa no país, a necessidade de modernizar o seu parque de máquinas-ferramenta, tanto da média como da alta tecnologia, será enorme, uma vez que este parque instalado conta com uma idade média de aproximadamente 18 anos contra 5 a 8 nos países altamente industrializados. Isto significa que se prevê que os investimentos nas indústrias de manufatura no país serão intensos no decorrer dos próximos anos.

Para tal, o governo federal deve persistir no estímulo à modernização do parque de máquinas no país, incentivando a sua indústria de bens de capital, através de financiamentos, como as linhas FINAME para máquinas e equipamentos e Soluções Tecnológicas para serviços de engenharia e integração, oferecidos pelo BNDES, e da implantação de novos projetos, como o Modermaq, idealizado pela ABIMAQ, para a substituição de máquinas-ferramenta sucateadas por novas de moderna tecnologia e de alto rendimento. Com isto, obter-se-ão maiores ganhos de produtividade, de qualidade e de rentabilidade, com crescimento das exportações.

De outro lado, as academias deverão preparar os seus docentes e investir em seus laboratórios, para realizar a formação da nova geração de especialistas, voltada às novas tecnologias.

É inadmissível imaginar-se um país com dimensões continentais gigantescas e uma população com mais de 200 milhões de habitantes, como o Brasil, sem uma indústria pujante de bens de capital e, em particular, de máquinas-ferramenta. É uma questão de segurança nacional para um país ter a sua própria indústria de máquinas-ferramenta, a fim de garantir a manufatura de bens duráveis para o seu consumo e para as suas exportações. A EXPOMAFE estará demonstrando para a sua indústria de manufatura os caminhos corretos rumo ao progresso, com base em modernas tecnologias, tornando-a cada vez mais produtiva e competitiva em âmbito mundial.

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Máquina a laser, controle por pistão e alumínio: conheça a construção da tocha

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RJ - SAO-JOAO-DE-MERITI - 03/08/2016 - REVEZAMENTO DA TOCHA RIO 2016 - Revezamento da Tocha Olimpica para os Jogos Rio 2016. Foto: Rio2016/Marcos de Paula

Giro na manopla da base é realizado por um pistão pneumático e uma mola

Foi um dos momentos mais aguardados de 2016. Gustavo Kuerten, o Guga, adentrou ao Maracanã, correu alguns metros e entregou a tocha olímpica para Hortência. Então, sob olhares ansiosos, emanando do estádio ou das televisões, a rainha do basquete avançou e entregou-a para Vanderlei Cordeiro de Lima, o maratonista símbolo do espírito brasileiro, que acendeu a chama olímpica e encerrou uma inesquecível jornada. Por trás dessa viagem, havia o mundo: a tocha circulara por milhares de cidades, países, continentes, empunhada por heróis, esportistas, políticos, executivos, todos representantes do espírito olímpico. Mas, ainda mais ao fundo dessa viagem, havia um componente substancial: a tecnologia.

Movimento constante é inovação predominante da tocha olímpica

Não haveria tocha olímpica, afinal, sem a técnica. E não haveria essa tocha, especificamente, tão elogiada por sua beleza e criatividade, sem o engenheiro Gustavo Chelles e seu escritório de design, a Chelles & Hayashi, responsável pela concepção do projeto da tocha. “Tudo se iniciou em 2014, quando participamos de uma concorrência. Abriram um edital e 76 empresas entraram. Dessas, somente 10 foram selecionadas. E o nosso projeto foi o vencedor.”

Chelles conta que a fabricação utilizou 80% de alumínio reciclado. O restante é basicamente de latão, aço e resina. Embora várias tecnologias tenham sido empregadas, ele pondera que não há nenhum processo especial. “Foram utilizados processos genéricos. Na verdade, o que ela usou de mais específico foi uma máquina a laser de 5 eixos, que não é muito comum. Mas não se trata também de tecnologia específica.”

A tocha, porém, apesar de utilizar elementos relativamente simples, traz uma grande inovação: o movimento constante. Tudo se deve a um giro na manopla de sua base que abre cinco seções e revela os elementos coloridos – o movimento é realizado por um pistão pneumático e uma mola. Um segundo giro, por sua vez, libera o gás e mantém viva a chama olímpica. Já a parte externa é produzida pelo alumínio reciclado, enquanto as nuances são feitas em resina e colorizadas com verniz.

Desenvolvido pela Chelles & Hayashi, o projeto contou também com a participação da catalã Recam Làser, empresa que venceu a concorrência internacional para produzir o artefato. A mesma Recam foi a responsável por fazer a tocha dos Jogos Olímpicos de Barcelona.

E, em meio a um processo tão trabalhoso, capaz de envolver a expectativa de milhões de pessoas, a tocha teve seus problemas de efetivação. Chelles lembra que “as dificuldades sempre existem”, como o tempo e a execução, “que não era nem pequena e nem grande”, exigindo uma adequação à escala, ao custo, à qualidade e à verba limitada. Mas, certamente, o trabalho valeu a pena. A tocha do Rio-2016 já entrou para história como uma das mais belas da história olímpica.

Foto: Rio 2016/Marcos de Paula

Quer ser fornecedor do setor aeronáutico? Entenda de manufatura avançada

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Classificada como setor de alta intensidade tecnológica, segundo metodologia da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a aeronáutica é um celeiro de bons negócios para as indústrias de ferramenta, máquina e equipamento que investem em sofisticados processos de manufatura. Conjuntos e partes estruturais de aeronaves, além de motores e componentes de radiocomunicação e navegação são recebidos pelas grandes integradoras - Embraer, Boeing, Airbus e Bombardier - por meio de uma rede de fornecedores. Para se ter ideia do poderio desse mercado, em 2015, gerou US$ 6,9 bilhões em receita e foi responsável por 79,97% do mercado aeroespacial brasileiro, o maior do Hemisfério Sul, de acordo com AIAB (Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil).

Inseridos em um grupo formado essencialmente por micro, pequenas e médias empresas, segundo o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), os fornecedores brasileiros são escolhidos pela capacidade tecnológica, primeiramente. Com a maior oferta do setor em nosso País, a Embraer segue rigorosos critérios de seleção que levam em consideração soluções técnicas, qualidade do produto, proposta comercial, pós-venda, desempenho do fornecedor, experiência, saúde financeira, capacidade de produção e conformidade com o seu Código de Ética e Conduta.

“Quando há demanda abre-se a oferta, por isso depender da Embraer não é legal”, diz o professor da Divisão de Engenharia Mecânica do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Anderson Borille. Como caminho alternativo para diversificar as vendas, ele acredita no potencial na formação de um pool de empresas, em que cada uma entrega uma parte do projeto. Integrar todas as manufaturas é uma oportunidade para entregar soluções mais completas. Inclusive, com isso, amplia-se as chances de colocar em vigor a manufatura avançada que tem a tendência de ser totalmente integrado, com completa comunicação. “É uma agenda estratégica, porém, hoje em dia, ainda está engatinhando. Em um mercado global, ou se atualiza ou morre”, sentencia o professor.

Entenda a cadeia

Reinando no topo da pirâmide do segmento aeronáutico, as integradoras são as responsáveis pelo projeto e desenvolvimento do produto, compra de submontagens e a manufatura final da aeronave. Logo abaixo, começam a aparecer os fornecedores, porém em um nível estratégico devido ao compartilhamento de riscos, de sistema de propulsão e manufatura de estrutura.

O Perfil Setorial Indústria Aeroespacial, produzido pela Serasa Experian, aponta uma terceira camada formada por fabricantes de conjuntos eletrônicos, de sistemas hidráulicos, elétricos e pneumáticos. Por fim, aparecem os fabricantes de componentes e peças, e os fornecedores de matéria-prima. Estar distante da integradora dentro dessa pirâmide, no entanto, pode estar com os dias contados. Isso porque existe uma tendência de adoção de um modelo colaborativo de relacionamento, envolvendo os fornecedores das diversas camadas, com vistas ao compartilhamento de conhecimento sobre os produtos, processos e custos.

Software de gestão dá suporte ao crescimento com otimização de estoque

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Apesar de não ser considerada em um primeiro momento em conjunto com plano de negócio e formatação de pessoal, para suportar um exponencial crescimento de uma indústria de pequeno ou médio porte é importante lançar mão de uma ferramenta que unifique a gestão interna, emissão de notas fiscais, prestação de contas e o controle de estoque e de informações gerais. Ainda que esses controles sejam feitos manualmente com tabelas em programas instalados nos computadores, pode ser que no futuro as empresas não tenham tempo hábil para se adaptarem corretamente às mudanças relativas ao crescimento, além de que é possível que as companhias queiram mais.

“Quem antes emitia notas fiscais em papel, hoje o faz de forma eletrônica”, lembra a diretora dos Segmentos de Manufatura e Logística da TOTVS, Angela Gheller Telles, que emenda “o mesmo tende a acontecer com controle de estoque, prestação de contas e folhas de pagamento”, cita. A justificativa da executiva é embasada por um estudo da companhia com empresas que utilizam o software de gestão. Ele aponta que o programa reduz de 5 a 15% seus estoques.

Isso puxa um resultado que representa o desejo de muitos industriais: mais capital de giro para novos investimentos e menos pessoas envolvidas no processo. Logo, uma equipe mais enxuta e com ganho de produtividade. Angela afirma ainda que um software desse tipo dá mais tranquilidade para seus gestores, pois colabora em tomadas de decisão, uma vez que, com as informações geradas e devidamente analisadas, é possível saber:

1. Qual produto dá resultado

2. O mercado específico que vale algum investimento

3. Quanto determinado cliente dá de resultado e se vale novos investimentos

4. Se a empresa vai conseguir entregar o pedido contratado

A diretora explica que software de gestão é simples de ser utilizado, independentemente do tamanho da empresa, e que crescem acompanhando a expansão da companhia. Assim, não é preciso trocar de software a cada novo passo. “Para atualizar não é necessário que uma equipe vá até a empresa mexer nele”, pois ele pode ser rodado de dentro de um servidor do cliente.

Especialista diz por que é importante investir em patentes de máquina

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Por regra, um novo produto, com uma máquina, é resultado de anos de pesquisa, investimentos quase que incalculáveis para algumas empresas e equipes com profissionais de diversas áreas trabalhando horas a fio. Muito esforço para que a criação seja “copiada” por concorrentes e comercializada a preços competitivos. Uma saída que impede essa prática é investir em patentes da máquina, que deve ser realizada junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).

Necessária para proteger a criação, a patente tem vigência de 20 anos a partir do depósito - momento em que o responsável pela máquina faz o pedido ao instituto pelo título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, cedido pelo Estado aos inventores, autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. O inventor deve, porém, ficar obrigado a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente.

O depósito da patente é dividido em quatro passos pelo INPI; a primeira é “Entenda”. Nela o instituto pede que se foi criada uma nova tecnologia, “seja para produto ou processo, pode buscar o direito a uma patente. A patente também vale para melhorias no uso ou fabricação de objetos de uso prático, como utensílios e ferramentas. Ela pode ser uma Patente de Invenção (PI) ou Patente de Modelo de Utilidade (MU)”.

Em seguida, vem “Faça a busca”, em que é recomendado que seja verificado se a patente pretendida já não foi solicitada ou protegida anteriormente por terceiros. Ela é grátis e mesmo não sendo obrigatória ajuda a considerar se é necessário entrar ou não com o pedido. Segundo o coordenador da área de mecânica do INPI, Carlos Hage, a patente é de quem pede primeiro.

Feita a pesquisa e decidido pelo depósito da patente chega-se ao terceiro passo: “Pague a taxa”, pois “Todos os serviços do INPI envolvem o pagamento de taxas - a primeira delas para o pedido em si. Cada serviço tem suas taxas específicas”. Os valores pelos serviços relativos a patentes podem começar com R$ 70,00 e ultrapassar os R$ 2.500,00. Vale lembrar que as taxas são pagas por GRU (Guia de Recolhimento da União), emitidas pelo portal do instituto. Não são enviados boletos aos depositantes.

Paga a GRU, efetivamente começa o pedido, que é o último passo. Ele pode ser feito via Internet, no caso de marca, patente e desenho industrial, ou por “papel” na sede do INPI no Rio de Janeiro ou nas representações do instituto em cada estado, ou o pedido pode ser encaminhado via postal, em envelope A4, com aviso de recebimento para: Rua Mayrink Veiga, 09,21º andar - Centro do Rio de Janeiro - CEP 20090-910.

Entretanto quem quer a patente de uma invenção precisa ter paciência. De acordo com Hage e a diretora substitua de patentes, Liane Lage, a análise está demorando: atualmente, na área de metalurgia estão sendo avaliados os depósitos de 2008. Quem tem pressa, pode pedir o exame prioritário que leva aproximadamente dois meses para ser concluído.

Hage explica que esse pedido pode acontecer quando o depositante é idoso, ou quando um concorrente internacional está entrando no mercado brasileiro com uma invenção semelhante à desenvolvida aqui. Liane e o coordenador da área de mecânica do INPI, revelam que a falta da patente, no entanto não impede a comercialização ou produção daquele invento.

5 razões que fazem pensar na adesão da indústria ao mercado livre de energia

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A energia é um dos principais gargalos da indústria brasileira. Para se ter uma ideia desse peso, em um ranking de 28 países com a energia mais cara para o setor industrial, compilado em 2015 pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio), nosso País está em primeiro lugar. O preço médio chegou a R$ 534,28/MWh (megawatt-hora), contra R$ 504,1 da Índia e R$ 493,6 da Itália. Alternativa ao mercado convencional em que o contrato com o fornecedor tem a tarifa regulada, o mercado livre de energia flexibiliza a negociação e pode reduzir em 47% a fatura no final do mês.

Atualmente, mais de 60% da energia consumida pelas nossas indústrias é adquirida no mercado livre de energia, de acordo com a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia). Essas empresas buscam, principalmente, redução nos custos e previsibilidade na fatura de eletricidade. A associação estima que desde 2003, essa modalidade proporcionou 18% de economia em comparação com o mercado convencional. Acompanhe, 5 motivos benéficos apresentados durante o Seminário Mercado Livre de Energia, realizado pela Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos).

1 - Liberdade para negociar contrato

No modelo convencional, a compra de energia pelo fornecedor local é feita por meio de um contrato sem flexibilidade, uma vez que opera por demanda e não faz distinção de preço, rezando a cartilha da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Em caminho exatamente oposto, o mercado livre permite a escolha do fornecedor, dando autonomia para negociar condições especiais. “Contratualmente, para mitigar riscos, é possível vincular o preço ao dólar, ter flexibilização com preço pré-determinado e atrelar o processo produtivo”, lista Reginaldo Almeida de Medeiros, presidente executivo da Abraceel.

2 - Custo de energia é 47% mais baixo

Em um comparativo entre o mercado livre e o mercado convencional, produzido em junho deste ano, a Associação aponta que a taxa de energia média, considerando a bandeira verde, é de R$ 248,33/ MWh contra R$ 131,19/MWh do modelo negociado em contrato de quatro anos. Isso representa pagar 47% a menos na conta.

3 - Indústrias de todos os portes podem aderir

Grandes indústrias podem aderir a partir de 3.000 kW e comprar de qualquer tipo de fonte. Já as médias indústrias e comércios precisam ter demanda contratada de 500 a 3.000 kW, porém com energia provida de fonte especial como usinas eólica ou solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.

4 - Possibilidade de agregar carga com outras empresas

Quem consome a demanda mínima de 500 KW pode agregar carga com empresas e formar um consumidor especial. É exigido, no entanto, estar em uma área contígua sem via pública. Segundo Medeiros, essa é uma solução interessante em condomínios industriais, pois as ruas particulares não interferem no projeto, e ainda são instalados medidores diferentes para cada empresa.

5 - Compra com prazo maior e tarifa menor

No mercado livre de energia, é estratégico efetuar um longo contrato para evitar a flutuação das tarifas. "Hoje há sobra de energia e a compra é negociada por um preço menor, portanto, o valor de contrato agora é baixo", finaliza o presidente executivo da Abraceel.

Saiba como tirar proveito da logística para reduzir custos na indústria

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Empresas estão constantemente buscando reduzir despesas e continuarem competitivas. Para que isso aconteça, é preciso que elas se reinventem e se reorganizem. A logística é uma ferramenta que possibilita essas vantagens impactando de diversas maneiras na estrutura de custos, dependendo de fatores como valor dos materiais, nível de serviços, grau de investimento etc.

Um passo importante, de acordo com o diretor do IBRALOG (Instituto Brasileiro de Logística), Nyssio Ferreira Luz, é analisar os processos internos e externos na busca por ineficiências. O mandamento deve ser o de reduzir custos e não simplesmente repassar os custos para o elo anterior ou seguinte da cadeia de suprimentos.

"Não basta exigir do fornecedor que ele invista em uma solução sem identificar os reflexos nos custos para o cliente."

Luz afirma, no entanto, que “os custos não são eliminados, eles se transformam”; normalmente em casos em que não há desperdícios declarados como embalagens totalmente desnecessárias, transportes urgentes ou excesso de estoques por políticas de suprimentos inadequadas. Analisando essas situações é possível detectar que um elo da cadeia de suprimentos, por exemplo, não paga por determinada exigência, e isso aumenta os custos para o elo anterior ou posterior.

Assim, surge a dúvida “Será que foram eliminados os custos?” Isso gera o desafio de identificar os chamados “custos ocultos”, ou seja, os que não são declarados e, em muitos casos, embutidos como se fossem realmente parte essencial dos processos produtivos, “travestidos” de melhorias.

Para alcançar a redução de custos, Nyssio lista três competências logísticas que podem ser utilizadas pelas empresas:

1. INBOUND - fluxo de entrada de materiais

a. Programação de recebimento de materiais - insumos, matérias-primas semielaborados etc;

b. Contratação eficiente de transportes - nível de serviço e tarifas justas

c. Desenvolvimentos de programas colaborativos com fornecedores para:

• Melhorias em embalagens e dispositivos retornáveis e embalagens de venda

• Horários de funcionamento de expedição

• Programação das atividades de carregamento de veículos de expedição

• Melhorias nos processos de logística reversa - retorno, disposição ou descarte de embalagens e dispositivos.

2. INNER- fluxo interno de materiais

a. Armazenagem adequada

b. Layout adequado do chão de fábrica - Otimização dos fluxos de produção para se evitar gargalos /acúmulos.

3. OUTBOUND - fluxo de saída de materiais

a. Contratação eficiente de transportes - nível de serviço e tarifas justas

b. Desenvolvimentos de programas colaborativos com clientes para:

• Melhorias em embalagens e dispositivos retornáveis e embalagens de venda;

• Horários de funcionamento de expedição;

• Programação das atividades de carregamento de veículos de expedição;

• Melhorias nos processos de logística reversa - retorno, disposição ou descarte de embalagens e dispositivos.

Peças 3D crescem na indústria com promessa de redução de custo produtivo

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A impressão 3D dá o pontapé em uma nova fase marcada pela produção de peças finais, depois de um período de estagnação devido à demanda suprida em grandes mercado como Estados Unidos e Europa, onde ficou amplamente conhecida pela força em prototipagem industrial. Com o codinome de manufatura aditiva, ela levanta bandeiras importantes para o setor de máquinas e equipamentos como alta customização, baixo volume, estoque virtual e confidencialidade. Além de prometer redução de 40% a 90% de tempo e entre 70% e 90% de custos nos processos de produção.

Essa estimativa leva em conta os relegados segundos e centavos perdidos entre um processo e outro de usinagem, moldagem ou fundição dentro uma fábrica, uma vez que as três etapas são substituídas pela impressão direta, camada sobre camada. No Brasil, são feitas cada vez mais aplicações na indústria, revela Paulo Farias, gerente geral da Stratasys no Brasil. “Aeronáutico, automotivo e manufatura, na fabricação de ferramenta, são setores demandantes.”

Dentre as exigências para atender a expansão de mercado está a utilização de matérias-primas com características específicas como certificação, resistências a torção e alta temperatura e que não gere fumaça em caso de combustão. Por isso, a impressão 3D está apoiada no notável desenvolvimento do plástico de engenharia, um sofisticado material responsável pela qualidade do material impresso. “Ele é tão ou mais importante que a impressora”, avalia Farias.

Diversas tecnologias contribuem para o avanço da manufatura aditiva, sendo que a FDM (Fused Deposition Modeling) e a PolyJet despontam pela versatilidade em requisitos de materiais, estéticos, propriedades mecânicas e desempenho. A primeira é capaz de criar peça altamente durável com resistências mecânica, térmica e química, além de poder passar por processos de acabamento pós-impressão. Com refinada precisão, o outro método é aplicado principalmente em protótipos, mas pode ser adequado para ferramentas de baixo volume, gabaritos e acessórios de montagem.

Versátil, a manufatura aditiva pode estar dentro ou fora do parque industrial. Em um cenário que a empresa ainda não tenha maturidade para geração das peças em terceira dimensão, é recomendada a contratação de um fornecedor capacitado para esse tipo de serviço. Contudo, quem tem um time com expertise no assunto ou precise guardar segredo industrial, pode adquirir uma impressora e enveredar pelo universo 3D.