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Centralização de dados: o futuro da indústria

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Já faz um tempo que o setor industrial em todo o mundo vem passando por uma grande transformação digital, chamada “Indústria 4.0”. Nessa transformação, os dados têm grande protagonismo e contribuem com o aumento da produtividade. Neste sentido, a capacidade de centralização de dados é prioridade das indústrias no futuro.

Via Indústria 4.0, tecnologias como a Inteligência Artificial (IA), o Big Data, a Internet das Coisas (IoT), a AIoT (Artificial Intelligence of Things) e demais sistemas tecnológicos rapidamente ganham espaço no ambiente industrial, e tudo isso está alinhado a uma geração de dados em grande quantidade, com bytes e mais bytes com informação.

No entanto, nada adiantará a indústria ter um alto volume de dados à disposição se ela não conseguir centralizar tudo em um único ambiente, permitindo melhor análise e tomadas de decisão mais assertivas.

Diante dessa necessidade, conversamos com Rafael Alves, Especialista em Soluções de Aplicação em Nuvem e Empresa Digital na Siemens. Acompanhe para entender mais a importância da centralização de dados na Indústria 4.0, assim como as tecnologias que ajudam o setor a conseguir fazer isso da melhor forma.

O futuro da indústria depende de um grande volume de dados

Entender como funciona o maquinário, prever as mudanças no mercado e gerar insights valiosos são algumas das funções dos dados em um ambiente industrial. Exatamente por isso eles ganham cada dia mais protagonismo diante da Indústria 4.0, como ressalta Alves:

Um dos grandes saltos tecnológicos da indústria 4.0 consiste em processarmos uma vasta quantidade de dados gerados no ambiente industrial, permitindo que gestores possam obter novas ideias e transformar seus negócios”.

Assim, com o avanço da Indústria 4.0, o setor dispõe de sistemas de banco de dados cada vez mais complexos e que permitem consultar e inserir dados para que se transformem em informações para uma boa gestão. Isso é possível através de algoritmos que são capazes de processar uma quantidade de dados que é inalcançável para um ser humano.

Com isso, abrimos novas possibilidades para a indústria, como por exemplo:

  • Utilizar de Machine Learning para reconhecimento de imagens e seleção automática de produtos;
  • Uso de blockchain para rastrear alimentos de forma confiável;
  • Uso de inteligência artificial para ter previsibilidade de meses sobre a saúde dos equipamentos, a fim de manter a planta produtiva sempre em operação, dentre outras possibilidades.

No entanto, mesmo os dados sendo essenciais, um grande problema que a indústria deve resolver é controlar a descentralização destes mesmos dados. Rafael Alves explica que, sem a centralização dos dados, não é possível cruzá-los para obter os insights que precisamos para transformar o negócio.

Um bom exemplo de centralização citado pelo Especialista da Siemens é o smartphone. “A partir do momento que temos uma lista de contatos podemos utilizá-la em qualquer aplicativo de comunicação que esteja disponível no nosso smartphone. Sem estes “dados” centralizados na minha agenda, eu teria que cadastrá-los manualmente em cada aplicativo de comunicação para conseguir utilizá-los”, cita.

Centralização de dados: mais transparência e eficiência às indústrias

De fato, os dados são essenciais para a indústria 4.0, mas, como já falamos, tão importante quanto tê-los, é promover a centralização de dados.

Essa centralização é extremamente útil na definição do planejamento estratégico e na tomada de decisões da indústria, permitindo que gestores consigam analisar com mais rapidez os dados necessários para tomar qualquer tipo de decisão dentro do setor.

Por meio da centralização de dados é possível fazer todas as análises necessárias para aprimorar as plantas produtivas com maior facilidade, pois tudo já está disponível para utilização”, complementa Alves.

Assim, dentre os principais benefícios da centralização de dados, vale ressaltar como os mais importantes:

  1. Orientação adequada dos planos de ação
  2. Agilidade nos processos
  3. Maior organização
  4. Registros mais confiáveis

Nesse cenário e com o propósito de melhorar a coleta de dados na linha de produção, Alves explica que a Siemens possui equipamentos que se conectam diretamente com a nuvem, e que também permitem equipamentos obsoletos se conectarem a estes ecossistemas: “Um exemplo de tecnologia que permite coletar dados que estão descentralizados, e centralizá-los em um único ambiente como por exemplo o Data Lake da plataforma MindSphere”.

Com esse tipo de tecnologia, as indústrias podem utilizar CPUs, IHMs, drives, gateways, entre outros dispositivos Siemens. “Eles se conectam diretamente com a nuvem e fazem da nuvem um importante centralizador dos seus dados”, finaliza o especialista.

Economia circular na indústria e o papel da sua fábrica

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A economia circular representa um conceito que associa o desenvolvimento econômico a um melhor uso dos recursos naturais. Para isso, a otimização nos processos de fabricação com menor dependência de matéria-prima virgem se torna essencial, priorizando insumos mais duráveis, recicláveis e renováveis. Exatamente por isso, adotar a economia circular na indústria é fundamental.

Em um sentido mais amplo e atual, o conceito de economia circular na indústria é citado pela Organização Internacional de Normalização (ISO) como:

Um sistema econômico que utiliza uma abordagem sistêmica para manter o fluxo circular dos recursos, por meio da adição, retenção e regeneração de seu valor, contribuindo para o desenvolvimento sustentável”.

Diante desse conceito, a sua fábrica, independentemente do porte ou da atividade por ela realizada, tem um papel importante dentro da economia circular num âmbito geral. Por isso, cabe a ela adotar algumas medidas fundamentais dentro do atual contexto.

Economia circular na indústria: cada vez mais utilizada no setor

De forma geral, o objetivo da economia circular é gerar uma gestão mais eficiente dos recursos naturais existentes. Assim, cabe à economia circular manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor de forma contínua, dentro de um escopo econômico de desenvolvimento sustentável.

Sendo assim, a economia circular na indústria é definida como todas as atividades dentro do ambiente fabril que visam reduzir, reutilizar e reciclar materiais, com uma gestão mais eficiente dos recursos naturais existentes.

Mas, além de tornar a atividade bem mais sustentável, Sandra Mara Serena, Gerente de Qualidade da Jasmine Alimentos, explica que a economia circular torna os processos mais lucrativos, trazendo maiores oportunidades econômicas e sociais à indústria: “A economia circular na indústria propõe uma mudança em toda a maneira de a empresa consumir. Trata-se, portanto, de um conceito que visa transformar resíduos descartados em insumos para a fabricação de novos itens”.

Diante deste conceito, a economia circular está cada vez mais presente em ambientes industriais. Prova disso são os resultados de uma pesquisa feita pela CNI em 2019, que mostrou que 76,5% das indústrias entrevistadas desenvolvem alguma iniciativa relacionada à economia circular.

Benefícios da economia circular nas indústrias

Quando adotada corretamente, a economia circular na indústria ultrapassa o âmbito e o foco das ações baseadas em gestão de resíduos e de reciclagem, visando um escopo que pode englobar desde a readequação de processos, produtos e modelos de negócio, até uma maior otimização quanto ao uso de diversos recursos.

Sendo assim, uma das estratégias para adotar a economia circular na indústria é aplicar o conceito dos 4Rs:

  1. Reduzir: Evitar o consumo desnecessário de produtos para diminuir a quantidade de resíduos gerada;
  2. Reutilizar: Dar nova utilidade a materiais geralmente considerados inúteis e descartados;
  3. Reciclar: Utilizar os resíduos como uma fonte de matéria prima em outros processos. “O que é resíduo para uma atividade pode ser um ótimo insumo para outra”, diz a gerente da Jasmine Alimentos;
  4. Replacement (Substituir): Substituir matéria-prima e produtos utilizados por outros com melhores alternativas de destinação.

Baseado nestes pontos, a pesquisa realizada pela CNI também apresentou quais são as principais práticas levantadas pelas indústrias no momento atual:

  • Otimização de processos (56,5%);
  • Uso de insumos circulares (37,1%);
  • Recuperação de recursos (24,1%).

Dessa forma, a indústria deve olhar a cadeia produtiva como um todo para tomar as seguintes medidas:

  • Medir indicadores, e implementar ações de melhoria contínua para uso consciente dos recursos naturais;
  • Adquirir matérias-primas sustentáveis, de qualidade e certificadas;
  • Investir em melhorias de processos, em pesquisa e desenvolvimento, aplicando novas embalagens e produtos mais sustentáveis que sejam produzidos com menor consumo de energia, água e geração de resíduos.

Assim, por meio dessas práticas de economia circular na indústria, Serena ressalta os benefícios, e que o setor "tem outras fontes para investimentos, otimização quanto ao uso de materiais, redução de desperdícios e maior eficiência operacional”.

Além disso, a economia circular também contribui para uso mais inteligente de energia e outros recursos, e pode impulsionar a inovação, gerando à indústria uma oportunidade para novos negócios e geração de empregos.

Por que sua fábrica precisa se inserir no contexto de economia circular?

A economia circular é uma das grandes responsáveis por contribuir na promoção do desenvolvimento da sustentabilidade produtiva, por meio de práticas promovidas pelas empresas. Exatamente por isso, toda a fábrica tem importância dentro deste conceito.

Assim, discussões sobre a importância da logística reversa, uso consciente de recursos naturais e ações sustentáveis são cada dia mais fundamentais para o desenvolvimento das indústrias.

Neste sentido, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), implantada no Brasil em 2010, visa garantir a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a operação reversa e o acordo setorial.

Assim, todos os agentes do ciclo produtivo, os consumidores e os serviços públicos devem minimizar o volume de resíduos sólidos gerados e adotar práticas que assegurem que os produtos sejam reintegrados ao ciclo produtivo”, finaliza Sandra.

Computação quântica na indústria: o que é e para que serve

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Você já ouviu falar ou leu sobre o uso da computação quântica na indústria? Essa é, provavelmente, a próxima grande revolução que presenciaremos no setor. Este tema foi discutido por Mauro Andreassa, professor e consultor especialista em indústria 4.0, em um webinar na Indústria Xperience.

Em todo o mundo, empresas e startups são totalmente dedicadas ao desenvolvimento de hardwares, softwares, IA e nuvem quântica, tudo isso para trazer todos os benefícios da computação quântica na indústria.

Nas indústrias, a computação quântica transformará quase todos os aspectos da tecnologia, dando uma grande abordagem de uma gama de problemas, desde a otimização de processos à simulação e à aprendizagem automática.

Confira, a seguir, quais são as principais utilidades da computação quântica na indústria, assim como as estratégias para que esse avanço permita ganhos ao setor.

Computação quântica: conceito e aplicabilidade

A computação quântica é a ciência que estuda o desenvolvimento de algoritmos e softwares com base em informações que são processadas por sistemas quânticos, tais como átomos, fótons ou partículas subatômicas.

Assim, diferentemente dos computadores clássicos binários, os computadores quânticos operam de acordo com as leis probabilísticas da física quântica, em que os bits tradicionais dos computadores são substituídos pelos qubits (bits quânticos), uma versão quântica que não possui apenas dois estados, mas uma infinidade deles.

Por essas características, a computação quântica transformará quase todos os aspectos de nossa tecnologia, ciência, economia e vida. Para Andreassa, dois requisitos são básicos para diferenciar a computação quântica da computação clássica.

  1. O computador quântico pode estar em um estado quântico bem definido, ou seja, sabemos que tudo é possível sobre ele, mas ele ainda pode se comportar aleatoriamente. “Chamamos essa ideia de superposição”.
  2. Duas coisas que estão muito distantes para influenciar uma a outra, ou seja, ambas se comportam de forma completamente aleatória sozinhas, ainda possam se comportar de maneira correlacionada juntas. “Damos à essa ideia o nome de entrelaçamento, indicando que um mesmo elétron pode estar em lugares diferentes, como também estão conectados um ao outro”.

Assim, ao contrário dos computadores ditos convencionais, capazes de processar funções de modo binário (0 ou 1), as máquinas quânticas empregam partículas subatômicas, sendo capazes de considerar as implicações tanto de 0 como de 1, ao mesmo tempo. Além disso, na física quântica, quando há alteração em uma partícula, outra naturalmente será alterada.

Possibilidades de uso da computação quântica na indústria

Em todas as diversas variações industriais, a computação quântica terá a capacidade de abordar e ajudar a resolver uma vasta gama de problemas, desde a otimização de processos à simulação e à aprendizagem automática de máquinas.

Sendo assim, algumas aplicações potenciais já podem ser vistas no horizonte da computação quântica na indústria. Elas estão relacionadas à:

  • Resolução de problemas matemáticos;
  • Uso da inteligência artificial quântica;
  • Treinamento de modelos de deep learning e de cibersegurança;
  • Desenvolvimento de baterias com maior capacidade e velocidade de carregamento;
  • Processamento com baixa energia e simulação de moléculas pequenas e complexas, como enzimas.

Diante disso, algumas são as indústrias que se beneficiarão fortemente dos computadores quânticos, dentre as quais vale ressaltar a química e a de robótica, transporte e logística.

As aplicações da computação quântica na indústria química são variadas, como a simulação de propriedades e do comportamento de novas estruturas moleculares. Isso porque tem caraterísticas únicas, que podem solucionar os desafios probabilísticos da mecânica quântica, permitindo, em um futuro próximo, prever propriedades moleculares para novas moléculas.

Já na área de transporte e logística associados ao comércio eletrônico, que depende da movimentação de mercadorias de um local para outro de forma eficiente e segura, a computação quântica será de grande valia.

Estes setores requerem sensores no equipamento entre armazéns, fábricas, e centros de distribuição, o que leva a grandes quantidades de dados. Os algoritmos de aprendizagem automática recebem esses dados e utilizam os conhecimentos para tomar decisões significativas.

Caberá à computação quântica identificar os melhores locais para integrar sensores, de modo a capturar os dados mais significativos, bem como acelerar o processo de aprendizagem automática.

A tecnologia quântica poderia, também, determinar os percursos mais eficientes para os funcionários ou robôs se deslocarem pelos armazéns com maior eficiência, otimizando a atividade.

Quer saber mais sobre a computação quântica? Então, se inscreva gratuitamente na plataforma Indústria Xperience para assistir uma aula completa sobre a computação quântica.

Curso | 4S+S: da Manufatura Enxuta à Gestão de Dados (TI)

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Aprenda a usar o sistema 5S para otimizar seus resultados e aumentar a eficiência da sua indústria. 


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Uma das ferramentas do Sistema Toyota de Produção mais subutilizada na indústria é o 5S. Isso porque ele é erroneamente visto mais como uma ferramenta estética, quando na verdade seu foco é o outro: o aumento de eficiência. 

Neste curso de pré-lançamento da A Voz da Indústria (Edição especial do Dia do Cliente), você vai conhecer o histórico do Sistema Toyota de Produção, abordando as origens do 5S e passando por exemplos de aplicação de manufatura no processo de estamparia e por gestão de dados no processo de pagamento de sinistro. 

A aplicação desses conceitos é o principal ponto desse conteúdo, que será discutido ao longo de todo o curso. Você também conhecerá os resultados possíveis e maneiras de aplicar o que aprendeu no seu dia a dia.

Para quem esse curso é indicado? 

O curso é destinado a todos aqueles que querem fornecer a melhor qualidade, o menor custo e o lead time mais curto por meio da eliminação do desperdício. 

  • Donos de pequenas e médias indústrias
  • Profissionais de chão de fábrica
  • Gestores industriais
  • Alunos de cursos técnicos e de graduação em áreas relacionadas à indústria
  • Público em geral com interesse nos conceitos de 5S e lean manufacturing.

O que você vai aprender?  

  • O que é 4S+S. 
  • Para que serve o 5S. 
  • Exemplos de aplicação de 4S+S em Manufatura e Gestão de Dados (TI) 

Módulos incluídos 

  • Aula 1 – Fluxo de Valor: Sistema Toyota de Produção / Desperdícios) 
  • Aula 2 – Exemplo Manufatura: 5S em Gestão de Dados 
  • Aula 3 – Exemplo Gestão de Dados: 5S na Manufatura / Liderança pelo exemplo 
  • Aula 4 – 4S  
  • Aula 5 – S : Do Lean à Mudança de Comportamento 
  • Aula 6 – Resultados 

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Sobre a professora 

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Fabiana Giusti Serra é formada em Engenharia Mecânica pela FEI, possui mestrado em Engenharia de Produção pela UNINOVE e docente dos cursos de graduação de Engenharia de Produção e de MBA em Lean Manufacturing na Universidade Paulista (UNIP). 

Iniciou sua carreia na área de sistemas de gestão da qualidade e controle da qualidade de processo e produtos na Ford Camaçari, STMicroeletronics e Karmann Ghia. Durante 4 anos implementou o Sistema Toyota de Produção na cadeia de fornecedores da Toyota do Brasil através da BRASA (Associação dos fornecedores da Toyota do Brasil). 

 

 

Lançamento: 15 de setembro de 2021

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Patrocínio Curso 4S+S:
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A importância do mapeamento de processos para soluções pós pandemia

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Em março de 2020, muitas empresas foram pegas de surpresa com a chegada da pandemia da COVID-19 e suas incertezas. Passado mais de um ano, ficou claro que é preciso ter conhecimento sobre o seu negócio e até mesmo sobre os riscos para que, em situações atípicas, os gestores possam tomar decisões mais assertivas e manter a empresa em pé de forma sustentável. Um dos caminhos para os gestores é a adoção do modelo de mapeamento de processos críticos, pois é possível considerar todos os riscos dos seus recursos e como eles podem causar impactos negativos no caixa da empresa.

O mapeamento de processos críticos é uma das etapas cruciais da metodologia de gerenciamento de processos e ajudará a planejar, com estratégia, o futuro da empresa de uma maneira mais eficiente. Mas o gestor precisa ter clareza sobre a atual situação do negócio, como estão as condições na fábrica e os impactos na cadeia produtiva. Através do mapeamento de processos, é possível organizar de forma sintetizada as informações sobre clientes e fornecedores (externos e internos), avaliar as entradas e saídas de cada processo, verificar as interdependências nos relacionamentos entre atividades, estabelecendo critérios para a melhoria contínua. Desta forma, é possível ter uma visão mais criteriosa sobre os processos da empresa e, com isso, identificar os gargalos que a estejam prejudicando, determinar novas metas, reduzir custos e direcionar recursos para essas lacunas, criando novas soluções diante do cenário. 

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Mapeamento de processos

Para implementar o mapeamento de processos críticos, leva-se em conta o tempo do processo de diagnóstico, o fluxo e o nível de criticidade de cada etapa de sua produção.  O monitoramento e a tomada de decisão a partir da detecção de processos críticos devem ser uma questão muito transversal. O mais adequado é o envolvimento da alta gestão e da equipe técnica operacional dentro do processo de implementação, incluindo no processo cada setor envolvido.

O fato é que toda empresa possui processos críticos, porém em muitos casos eles não são facilmente identificados e muito menos tratados da maneira adequada. Alguns líderes podem achar que o tempo de mapeamento de processos críticos e a aplicação de ações de melhoria contínua é algo custoso, demorado e vai atrapalhar no fluxo de produção. Mas é justamente o contrário: Desde que as atividades de gerenciamento de processos sejam bem conduzidas e os pontos críticos identificados sejam bem monitorados, lá na frente o ganho será maior, com baixo risco para demandas maiores e com grandes chances de se tornar sustentável através de um gerenciamento simples. 

No LABFABER, laboratório-fábrica de manufatura de produtos eletrônicos e indústria 4.0, operado pela Empresa PRODUZA S.A. do Grupo da Fundação CERTI em Florianópolis, aplicou-se a metodologia de gerenciamento de processos para avaliar as condições atuais e mapear os principais processos críticos da planta, sendo orientada pelas seguintes etapas:

  • Etapa 1: Adaptação e Definição
  • Etapa 2: Aplicação da Ferramenta de Diagnóstico
  • Etapa 3: Elaboração do Plano de Ação
  • Etapa 4: Implantação e Acompanhamento

Como resultado do mapeamento, foram levantados os indicadores de desempenho  prioritários para gerenciamento das principais operações de manufatura, e decidiu-se monitorar os processos críticos através de tecnologias de sensoriamento e IIoT (Industrial Internet of Things).

O sensoriamento do chão de fábrica visa o desenvolvimento de técnicas e soluções que tornem a manufatura mais “visível” aos seus gestores, permitindo a supervisão de todas as suas variáveis significativas em tempo real. Obter as informações e indicadores chave de máquinas, produtos, matérias-primas, meio ambiente e pessoas, permite criar históricos para análises futuras, integração entre o sistema produtivo e seus produtos, gerando a base para o sincronismo da produção e de sua cadeia. O Industrial IIoT, por sua vez, permite a aquisição e acesso a uma grande quantidade de dados, em uma grande velocidade e de uma maneira muito eficiente, conectando sistemas de informação com os processos industriais. Desta forma, é possível monitorar os processos em tempo real para facilitar a análise de dados para tomadas de decisão mais rápidas e assertivas, passando pelas seguintes etapas:

  1. Coleta e Refinamento de dados - comunicação com equipamentos e dispositivos com diferentes interfaces e protocolos, tais como insersoras de componentes eletrônicos, forno de refusão, célula de integração, compressor e sensores;
  2. Visualização de Dados - utilização de dashboards com gráficos e relatórios para visualização das informações em tempo real, tais como OEE, tempo de ciclo, downtime e alarmes;
  3. Gestão de informações - controle de fluxo de dados, segurança da informação e análise de dados;
  4. Gestão de dispositivos - gestão e controle dos dispositivos utilizados para coletas de dados, para garantir o funcionamento correto e ininterrupto do sistema.

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Monitoramento dos equipamentos e processos do LABFABER

Em resumo, a análise de Processos Críticos, principalmente com alguma periodicidade, é uma das formas de melhoria da eficiência da empresa e redução de riscos de atendimento a clientes. É um processo que pode alavancar resultados para as empresas e clientes e, por isso, é tão relevante no âmbito Corporativo. No contexto da pandemia, todo o processo de adaptação mediante a esses novos cenários nos obriga a repensar a criticidade das operações corporativas para cada demanda. Se não fizermos isso de forma recorrente e sustentável, estaremos com algum grau de risco de termos grandes perdas que poderiam ser evitadas, com investimento de baixo custo e implementação de curto prazo. O processo de Compra e Logística Internacionais, por exemplo, é atualmente uma das atividades mais críticas da PRODUZA.

A pandemia veio com exigências de adaptação de praticamente todas as empresas do mundo, mediante as imprevisíveis mudanças de mercado. As que estiveram e/ou estão focadas na análise de Processos Críticos podem se recuperar mais cedo ou até alavancar seus resultados. Se não colocarmos este tema no âmbito Corporativo Sistêmico, avaliando seus Indicadores de Desempenho, será mais difícil a manutenção dos Resultados e Sustentabilidade dos negócios.
Isso tudo demanda um Plano de Melhoria Contínua, alinhado com a Alta Direção da Empresa, mesmo que seja simples e setorizado. A combinação de metodologias tradicionais e consolidadas como de gerenciamento de processos, aliada às novas tecnologias para Indústria 4.0, pode trazer resultados significativos para alavancar a competitividade das empresas. Desta forma este método e estas tecnologias poderão de fato ser implementadas, se tornar sustentáveis e trazer resultados, pois os mesmos não serão atingidos com ações pontuais e sim com ações sistêmicas disciplinadas. 

Entenda a tendência de gamificação para treinamentos industriais

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Você já ouviu falar da gamificação para treinamentos industriais? Essa vem sendo uma estratégia bastante aplicada pelo setor de Recursos Humanos (RH) no treinamento de colaboradores em tempos de pandemia, e está ganhando cada vez mais recorrência em variadas indústrias.

Prova disso é um levantamento realizado pela edtech Sábios, que aponta um aumento de 100% na busca por capacitações via plataforma online e com experiências imersivas um ano após o início da pandemia, sendo essa procura bastante recorrente.

Mas, mesmo representando um conceito crescente, há ainda muitas dúvidas sobre o que se caracteriza como sendo a gamificação para treinamentos industriais. Entenda, a seguir, o que está por trás desse conceito que não para de crescer em tempos de pandemia.

Gamificação para treinamentos industriais: simulando a realidade concreta na virtual

Por muitos anos, as empresas investiram muito tempo e dinheiro em metodologias tradicionais de capacitação, como o ensino a distância (EAD), e-learning, vídeos online e presenciais expositivos.

No entanto, com a recomendação de distanciamento social, além de reduzir os encontros presenciais, muitos colaboradores acumularam funções, com os processos operacionais ficando mais rígidos, o que trouxe à tona algumas deficiências relacionadas às habilidades comportamentais, de cultura e de competências do trabalhador.

Foi então que os gestores perceberam a necessidade de ir além dos treinamentos convencionais. Por isso, as empresas passaram a buscar soluções com metodologias mais eficientes e envolventes para aumentar o engajamento e, consequentemente, o desempenho dos colaboradores”, analisa Demetrius Lima, CEO e cofundador da Sábios.

Diante dessa necessidade, Lima explica que a empresa criou a metodologia Sábios de Educação Imersiva, que integra storytelling com gamificação simulando a realidade concreta na virtual. “Ela retrata situações, operações ou processos de forma autêntica e prática, desafiando as pessoas a tomarem decisões que exigirão aptidão em sua cultura, em suas competências e em seus comportamentos”.

A metodologia é baseada em neurociência e utiliza técnicas de gamificação e storytelling para atrair, envolver e prender a atenção das pessoas, aumentando a retenção do aprendizado.  

Gamificação para treinamentos industriais em pleno crescimento

Os treinamentos com tecnologias imersivas, como a gamificação com storytelling, já vinham apresentando crescimento nos últimos anos, principalmente pelo maior engajamento e eficiência na retenção de conteúdo.

Uma pesquisa realizada pela empresa americana de educação digital TalentLMS indicou que 89% dos trabalhadores consultados se sentiram mais produtivos por meio da gamificação e 83% mais motivados.

Na pandemia, essa tecnologia na oferta de treinamentos industriais ganhou ainda mais destaque no meio corporativo e industrial, tanto que a maioria dos novos clientes da Sábios são indústrias.

Isso se deve ao grande número de colaboradores atuando nos níveis operacionais destas organizações, os quais exigem competências, comportamentos e cultura em diversos processos, bem como no cuidado com a segurança, qualidade e produtividade”, diz Lima.

Expectativas para o futuro: maior uso da Inteligência Artificial

Para o futuro, a tendência é aumentar ainda mais a demanda por soluções de imersão inovadoras dentro do ambiente industrial, pois o atual cenário começa a comprovar a eficácia destes novos métodos de ensino, tais como a gamificação de treinamentos industriais.

Só para ter uma ideia, o mercado de gamificação, ainda de acordo com a TalentLMS, já movimentou quase US$ 7 bilhões em todo o mundo, e a previsão é que os investimentos na área cheguem a US$ 40 bilhões em 2024, indicando um rápido crescimento.

Além disso, a Inteligência Artificial (IA) integrada à metodologia imersiva, tem sido cada vez mais demandada pelo mercado. “Para isso, a Sábios já tem trabalhado com várias novas demandas de treinamentos imersivos integrados com IA e, também, com o uso de novas tecnologias imersivas, tais como realidade virtual, realidade aumentada e realidade mista”, complementa Demetrius Lima.

Dessa forma, a gamificação para treinamentos industriais representa uma metodologia bastante ampla e benéfica. Com uma boa plataforma que inclua essa estratégia, é possível potencializar o aprendizado e engajamento do pessoal, fazendo com que o desempenho da indústria seja otimizado por meio da diversão e bem-estar de todos.

Notícias da China: lições do pragmatismo chinês

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Nesta pandemia, tivemos vários ataques de nostalgia.  Um deles foi o das feiras de negócios. Um tanto barulhentas, um tanto difíceis de estacionar, complicadas de focar a atenção em alguma coisa por mais de 2 minutos. Mas ainda podemos nos lembrar que uma grande área era reservada aos chineses. Se não uma China Town, poderíamos chamar ao menos de uma China Lounge. Pequenos stands enfileirados e padronizados, simples e frugais, sem café, água ou belas modelos. Você passava pelo corredor e recebia uma enxurrada de catálogos. Sem falarem uma palavra em português sequer, às vezes tampouco inglês, eles iam no corpo a corpo mostrando ideias, produtos etc. Isto é a materialização do pragmatismo chinês, a ponta do iceberg deste artigo. Vamos ver!

Pragmatismo chinês: o que é?

Primeiro, vejamos uma definição de pragmatismo: do latim pragmaticus, que significa “aquele que é próprio dos negócios ou da lei”, que vem do grego pragmatikos, que quer dizer “versado em negócios”, que tem raiz nos termos pragma (“negócios”, “feito” ou “atos civis”), e prassein (“fazer”, “agir” ou “realizar”).

Significado do Pragmatismo

No Ocidente, o pragmatismo está ligado a ideia de aversão ao risco e ao erro. Grandes grupos econômicos têm arrepios com palavras como experimentar, testar, tentar, prejuízo etc. Me contaram que a Kodak e a BlockBuster tinha muito medo.

China na academia

Um parágrafo acadêmico: segundo H. H. Sheng, “o pragmatismo chinês envolve quatro principais elementos: 1) Adaptabilidade, 2) Senso de realidade, 3) Meta e 4) Inovação”. Já segundo E. Sandschneider, “Pragmatismo, flexibilidade e capacidade de aprendizado constituem o padrão básico do sucesso da política externa chinesa”. De acordo com L. W. Pye, “Os chineses, com o avanço do mundo, têm se tornado menos ideológicos e mais práticos, dando maior ênfase na racionalidade econômica”. “Entre os chineses é relativamente fácil manter simultaneamente sentimentos contraditórios como o amor e o ódio, o yin e o yang, sem uma mistura ou uma diminuição na intensidade dos sentimentos separados.”  Ter tolerância às contradições é fundamental. As coisas veem lá de trás: surgiu na China entre os anos 770 e 221 a.C.  Yin Yang é um princípio da filosofia chinesa, onde yin e yang são duas energias opostas. Bom, chega de definições.

O mapa da China

Talvez o mapa da China passe por aqui:

  • Adaptabilidade: se somos intolerantes, temos dificuldade de nos adaptarmos. Nós temos o “jeitinho brasileiro” e é o PIB chinês que cresce em média 8,1% ao ano nos últimos 30 anos! Quem tem mais jeitinho? Viver à espera de incentivos e impostos baixos é perder tempo precioso de competitividade. A maior economia do mundo é comunista por mais estranho que possa parecer aos nossos ouvidos, pois a China é o lugar das maiores fortunas do mundo. Não busque coerência. É apenas pragmatismo.
  • Senso de Realidade: intimamente relacionado a cultura organizacional, que poderia ser grosseiramente explicado como às crenças da empresa, valores organizacionais, costumes a serem exercidos, ritos e atividades e cerimônias realizadas. A cultura corporativa é ótima para criar o autoengano que é o processo mental de mentir para si mesmo, como forma de evitar verdades inconvenientes e criar uma realidade ilusória. A BlackBerry se amava.
  • Meta: ter uma meta é fundamental. Uma meta de verdade, a longo prazo como 30 anos. Não foi o Peter Drucker que disse que “A cultura come a estratégia no café da manhã”? É preciso dar espaço para a estratégia: deve existir um orçamento (budget) para isto.
  • Inovação: Joseph Schumpeter, moldou dois conceitos fundamentais para descrever a natureza da inovação: destruição criativa e ciclo econômico. O ciclo econômico não está diretamente nas nossas mãos, mas a destruição criativa sim! Quem tem medo da destruição criativa? Lembre-se: a ATARI era criativa. Faliu e hoje é apenas uma marca.

E a Bússola?

Ninguém resiste a uma autoajuda. Sempre me perguntam “e agora?”. Então, não tenho porque não arriscar a minha bússola:

  1. Os modelos de cultura corporativa mostram que aprendizado e resultados devem andar em paralelo. Você pode estar tendo bons resultados. Hoje. Mas é o futuro? O que garante o futuro é o aprendizado hoje. Reserve tempo para o aprendizado corporativo.
  2. Não busque coerência no mundo VUCA. É apenas assim mesmo.
  3. Esqueça o jeitinho brasileiro. O melhor “jeitinho” é aprendizado e suor. Uma máquina perpétua de atualizar, contextualizar e avaliar o conhecimento.

Os jogos olímpicos são sempre fonte de inspiração. Medalhistas vindo de remotas periferias ganham espaço na mídia. Ainda nos surpreendem, mas não deviam mais nos surpreender. Esta surpresa aparece do fato de não acreditarmos que é sempre possível.

O chinês acredita.

Luminárias LED agregam confiabilidade, performance e maior integração na iluminação industrial

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A Signify anuncia hoje o lançamento da sua nova linha de luminárias LED Philips SlimPerform, que une qualidade luminosa, desempenho e flexibilidade para atender às principais necessidades da indústria no Brasil. O principal objetivo é oferecer a iluminação ideal para diferentes espaços industriais, potencializar a produtividade por meio da luz e proporcionar redução de custos operacionais. A nova solução prevê ainda um inovador sistema de geoposição interna que indica através de um gráfico do tipo mapa de calor toda a movimentação no ambiente fornecendo importantes insights para uma melhor tomada de decisão pelos gestores do local visando a máxima produtividade possível. Essa funcionalidade estará disponível no último trimestre de 2021.

Portfólio 100% desenvolvido e produzido na fábrica da Signify em Varginha (MG), esta nova linha traz um design moderno e leve, que contribui para uma instalação mais fácil e rápida. É ideal para aplicação em indústrias, galpões e centros logísticos. Graças à variedade de fluxos luminosos, alta eficácia de até 169 lm/W, aliados a um sistema óptico exclusivo, é possível atingir maior uniformidade no projeto de iluminação de acordo com a necessidade de cada aplicação, sem transições de luminância visíveis ou descontinuidade de cores em qualquer superfície. Dentre as opções de ópticas disponíveis, três delas podem ser utilizadas na indústria: HRO (facho corredor), WB (facho aberto) e MB (facho médio).

A redução com os custos de consumo de energia graças a utilização do LED, bem como os custos totais de implementação de cada projeto é outro diferencial estratégico que a SlimPerform oferece para o negócio. A nova solução possui sistema autônomo de emergência que atende aos requisitos da NBR-10898 para efeito de cumprimento às normas de combate a incêndio vigentes, o que elimina o custo adicional com infraestrutura para instalação deste tipo de funcionalidade.

Simplicidade como uma importante ferramenta para o instalador

A instalação da iluminação em ambientes industriais normalmente acontece em alturas maiores que as previstas em outras aplicações. E para isso, intervenções muitas vezes são necessárias para que o trabalho possa ser realizado em condições seguras – o que implica em investimentos adicionais no projeto, como aluguel de andaimes, plataformas de içamento, entre outros.

Pensando nisso, a SlimPerform foi desenhada para oferecer a máxima praticidade ao instalador e contribuir para uma rápida instalação. Com dois suportes presos por pressão, a luminária dispensa o uso de parafusos e pode ser facilmente instalada em perfis metálicos. O produto pode ser manuseado por uma única pessoa enquanto é preso ao perfil.

O poder do GPS dentro de qualquer ambiente

A nova linha de luminárias Philips SlimPerform foi projetada para modernizar os espaços nos quais será instalada, prevendo tendências da iluminação, assim como na oferta de recursos inovadores para ampliar a competitividade do negócio. Em um mundo cada vez mais digitalizado, é esperado que a tecnologia tenha um impacto significativo na forma como gerenciamos e administramos espaços industriais visando obter uma maior otimização nos custos operacionais e consequentemente o aumento na produtividade.

De olho nesta tendência, a SlimPerform está pronta para auxiliar na modernização dos ambientes por meio da tecnologia de posicionamento Indoor Navigation da Signify. Trata-se de um sistema de geolocalização interna, acessível via aplicativo, proporcionando às equipes maior otimização do gerenciamento de estoque, com localização mais fácil de produtos e instruções de estocagem baseadas na localização.

A interação com o Indoor Navigation da Signify acontece por meio das luminárias que enviam um código exclusivo a ser detectado pela câmera do dispositivo móvel. A posição das luminárias LED é armazenada em um banco de dados na nuvem e fornece coordenadas de geolocalizações precisas (lat/lon) por meio do aplicativo para que o usuário possa de deslocar dentro da loja de maneira precisa.

Geração de valor agregado como resultado da colaboração em redes de valor

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Por Júlia Bertazzi*


Como resultado da transformação das fábricas em direção a Indústria 4.0, a fronteira entre os mundos físicos e o virtual está cada vez mais tênue. Isso se deve à incorporação de tecnologias e conexão em rede. Neste cenário, os dados estão se tornando um elemento central da criação de valor e disponibilização de informações relevantes em tempo real, gerado na engenharia, na produção, na operação de máquinas, fábricas e produtos conectados, até mesmo ao longo de toda a rede de valor

A colaboração inovadora entre as fronteiras da empresa e da concorrência é essencial para permitir que esses dados sejam coletados e que as empresas ofereçam novos modelos de negócios baseados em dados autodeterminados. Tradicionalmente os dados são compartilhados bilateralmente. Por exemplo, exclusivamente entre o fornecedor e a organização ou entre parceiros estratégicos.

No entanto, esta visão está avançando em direção a uma nova abordagem: o monitoramento de condições colaborativo. Ele permite que vários participantes na rede de valor, aumentem a confiabilidade e a vida útil das plantas de produção e, assim, criem valor agregado para todas as partes interessadas, ou seja, esta nova abordagem se baseia na cooperação multilateral entre empresas e concorrentes e dá origem a novos modelos de negócios

Usando essa abordagem, benefícios mútuos podem ser alcançados no ecossistema se todos os participantes do mercado compartilharem seus dados e os disponibilizarem em plataformas digitais independentes. O valor agregado gerado pelo uso de métodos de correlação e análise de dados pode resultar, por exemplo, no aumento da vida útil de máquinas ou componentes.

A visão é adicionar uma dimensão colaborativa ao monitoramento de condição convencional, coletando e compartilhando dados não apenas bilateralmente, mas multilateralmente em toda a rede de criação de valor. Isto contrasta com a cooperação usual entre fornecedores e clientes que existiu até o momento e que é normalmente definida em acordos e contratos. O objetivo é prever os ciclos de vida e as probabilidades de falha no sistema geral, com base em uma análise correlacionada de dados operacionais que são inicialmente fragmentados.

Neste cenário, a questão principal levantada é como esses benefícios podem ser realizados em todo o ecossistema, respeitando, dentre outros, aspectos jurídicos e legais?

Discussões inovadoras e tendências atuais do mundo da engenheira, como a abordada neste artigo, são comumente discutidas na VDI-Brasil, Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha, reconhecida como a maior associação técnico cientifica da Europa.

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*Júlia de Andrade Bertazzi é engenheira e Gerente de Projetos na Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha.