Em seu segundo ano de realização, o Indústria 360º se consolida como uma das principais atrações da FEIMEC 2026, feira de negócios para a indústria que acontece até o dia 9 de maio no São Paulo Expo, na capital paulista.

A plataforma estratégica e colaborativa nasceu com o propósito de conectar os principais desafios da indústria brasileira a soluções práticas e escaláveis, estruturando-se em três pilares fundamentais: capital humano, estratégia industrial e tecnologia.

Inovação aberta como motor de transformação

Denis Borges, Head de Inovação da DCS Company e co-responsável pelo projeto, explica que o conceito do Indústria 360º surgiu na EXPOMAFE com uma missão clara: “provocar a indústria em três temáticas: tecnologia, estratégia e pessoas. A gente entende que trabalhar esses pilares faz a inovação acontecer dentro da indústria”, afirma Borges.

O espaço funciona como um hub de inovação onde o visitante encontra desde projetos de acessibilidade com a AACD e formação técnica com a FEI até debates sobre a Nova Indústria Brasil (NIB) e rodadas de negócios do programa Smart Factory. A proposta é promover a convergência entre setor público, academia, startups e empresas para fomentar o networking qualificado e a geração de negócios com impacto social e econômico.

Case AACD demonstra o poder transformador da inovação

Este ano, o Indústria 360º destaca o case da AACD, que aumentou significativamente sua produtividade a partir da inovação. A transformação começou com a doação de um centro de usinagem para a oficina de produção de próteses e órteses da instituição.

“A AACD, a partir da inovação, aumentou sua produtividade de forma significativa. É uma área nova que aconteceu a partir de uma doação de um centro de usinagem. Eles têm uma oficina para produção de próteses e órteses e com essa doação eles não sabiam o que fazer, porque não era a vivência deles”, relata Denis Borges.

A partir dessa doação, criou-se uma área de inovação que trouxe consigo diversas outras tecnologias embarcadas. Através de doações e projetos, a AACD começou a entender como produzir de forma mais rápida e digital. “É um caso de uso para mostrar a importância da inovação dentro das empresas, das indústrias e o quanto que isso agrega valor para os seus produtos e processos, e quanto ela fica competitiva a partir disso”, destaca o executivo.

Programas governamentais viabilizam transformação digital

O espaço também apresenta programas do governo que viabilizam projetos de transformação digital de forma estratégica. Denis Borges atua no Mover, fomentando projetos de transformação digital para a indústria. O SENAI está presente mostrando soluções do Jornada de Transformação Digital e Brasil Mais Produtivo, programas relacionados à Nova Indústria Brasil (NIB) que fomentam implementações na indústria.

SENAI apresenta soluções gratuitas para micro e pequenas empresas

Francisco Fernandes, especialista em tecnologia do SENAI-SP, detalha o que a instituição preparou para a FEIMEC. “Trouxemos as propostas de atendimento que o SENAI São Paulo tem para as indústrias micro, pequenas e médias com relação aos programas em parceria com o governo federal e o governo estadual. São programas para otimização de processos, eficiência energética e descarbonização, explica.

O especialista destaca que o SENAI conta com uma grande equipe no estado de São Paulo de especialistas e consultores que atuam nessas três vertentes, atendendo indústrias do estado e do Brasil com análise do ciclo de vida, relatório e inventário de emissões de CO2, eficiência energética, redução de custos com insumos energéticos e otimização de processos em diversos setores, desde alimentício até siderúrgica, metalúrgica e automotiva.

Entre os programas apresentados, o Brasil Mais Produtivo tem recebido destaque especial. Francisco Fernandes explica que “o Brasil Mais Produtivo foi uma iniciativa do governo federal, baseado num programa que já tinha aqui no estado de São Paulo, de muito sucesso, que foi o Jornada da Transformação Digital”.

O diferencial do programa é significativo. O atendimento é gratuito para micro e pequenas empresas. O consultor vai até a empresa, executa um trabalho de consultoria que pode durar de dois a três meses com atendimentos semanais para engajar a equipe.

Os resultados são expressivos. “A gente tem uma média de ganho de 35% a 40% de produtividade para as empresas, com poucos recursos. A empresa não tem que dispor de muito investimento para conseguir obter esses ganhos”, afirma o especialista do SENAI.

Francisco Fernandes observa a importância da participação do SENAI na FEIMEC para divulgar a ação do SENAI nos programas de consultoria à indústria. “As pessoas conhecem o SENAI pela parte profissionalizante, mas desconhecem esses atendimentos para a indústria como um todo”, finaliza.

Startups desmistificam tecnologia e democratizam acesso

O Indústria 360º reúne startups com soluções tecnológicas que estão sendo aplicadas dentro das indústrias, demonstrando que a inovação não precisa ser complexa ou de difícil acesso a micro, pequenas e médias empresas.

Denis Borges enfatiza que “hoje ainda é muito necessário desmistificar as soluções tecnológicas”. Entre as startups presentes, há soluções que coletam dados de produção para trazer eficiência operacional e aplicações de inteligência artificial que vão desde marketing até posicionamento de mercado.

“Não é tecnologia por tecnologia, é tecnologia para negócios. Então é isso que a gente está vendo aqui. É um resumo do que tem na feira como um todo, são várias soluções para diversas aplicações”, reforça o executivo.

Soluções para Indústria 4.0 com implementação progressiva

A start-up i-sensi trouxe para o Indústria 360º soluções para a Indústria 4.0 com uma abordagem diferente, reconhecendo que a transformação digital precisa ser gradual. “A gente acredita que para entrar na Indústria 4.0 não precisa chegar com 10 sensores em cada máquina e um projeto da NASA que você não vai ter saber o que fazer com os dados. Muitas vezes a empresa não vai ter nem infraestrutura para lidar com esses dados”, explica Gustavo Bisson, estagiário de engenharia mecatrônica da i-sensi.

A empresa oferece desde soluções mais simples, como o First MES – um aplicativo mais simples que o operador usa para notificar início de peças, identificar operador e máquina, registrar defeitos e pausas para setup, até soluções mais avançadas com sensores bluetooth e inteligência artificial.

“Temos um plano de evolução para adoção das tecnologias. O MES é o mais simples, tudo manual, não precisa de colocar nada no maquinário, apenas ensinar o operador quando for iniciar o processo clicar um botão e colocar o nome dele as características da máquina que ele está usando”, detalha o engenheiro.

Entre as soluções com IA, a i-sensi apresenta o I_Ventory, que cria inventários automaticamente com reconhecimento de imagens, reduzindo erros nas planilhas e oferecendo precisão ao receber, contar e organizar estoques industriais de baixo volume.

Sobre as vantagens da transformação digital, o engenheiro é direto. “Você consegue ter um controle maior da empresa, analisando os dados mais importantes. Por exemplo: sabendo o tempo que a máquina tem disponível para uso e o tempo que ela está realmente sendo utilizada, você consegue aumentar a produtividade da máquina e gerar economia com pouco investimento”, conclui.

Investimento modular e acessível

Outra startup presente na atração é a CPOP Sistemas. O CEO Lucas Camargo explica o que a empresa apresenta na FEIMEC. “Nós temos uma plataforma completa de gestão industrial com soluções de MES, monitoramento de máquinas paradas, CPOP com planejamento e otimização da produção, apontamentos, gestão de custos. Temos também a solução da previsão do tempo de usinagem, que funciona como uma espécie de gêmeo digital, só que focado na previsão específica do tempo de usinagem, e é um investimento 10 a 20 vezes menor do que um gêmeo digital padrão.”

Assim, a CPOP oferece diversas soluções em tecnologia com flexibilidade no investimento. “Da mesma forma que a solução é modular, os investimentos também podem ser. Então tem empresas que começam com uma solução, em um módulo que é o mais urgente naquele momento, e depois vai avançando com os módulos de acordo com o próprio avanço tecnológico e de maturidade da digitalização da empresa”, conta Camargo.

Com uma implementação rápida e fácil aderência, não requer substituição de máquinas e atende praticamente todos os equipamentos industriais. Assim, o CEO destaca que o investimento está abaixo da média de mercado e o retorno é extremamente rápido.

“Os nossos resultados variam de 10% a 30% de melhoria com as implantações das nossas soluções. O que em termos de investimento vai representar um retorno muito rápido para a empresa. O retorno sobre investimento é de cerca de 1%, ou seja, 1% de melhoria nos processos já paga o investimento”, afirma.

Além disso, é multiplataforma e pode ser utilizada em computadores, tablets ou celular. “A gente procura utilizar a infraestrutura que a empresa já possui, e isso mais uma vez facilita todo esse processo de adesão, de implantação, reduz o nível de investimento e consegue democratizar o acesso a essas tecnologias, que é o nosso maior objetivo”, diz Lucas Camargo.

FEIMEC: feira movimentada gera networking e negócios

Lucas Camargo avalia positivamente a participação da empresa na FEIMEC. “Para nós está sendo uma oportunidade excelente estar no Indústria 360º, compartilhar experiências com o pessoal da AACD e das demais startups de tecnologia, além, claro, do público qualificado”, afirma o CEO da CPOP.

Denis Borges, co-responsável pelo Indústria 360º, conclui com um convite aos visitantes. “Faço um convite para todos que vierem a FEIMEC olharem de forma muito mais objetiva sobre as soluções que estão aqui presentes. A cada ano a feira traz mais inovação e é importante estar presente porque é cada vez mais rápida a tomada de decisão. Se você não tiver conhecimento da tecnologia que está impactando o seu negócio, você pode ficar para trás.”

O Indústria 360º se consolida assim como um espaço essencial para decisores industriais que buscam entender e implementar soluções tecnológicas acessíveis, com suporte governamental e resultados comprovados, democratizando o acesso à inovação e impulsionando a competitividade da indústria brasileira.

O visitante poderá ainda participar das rodadas de negócios tecnológicos e interagir com um centro tecnológico de manufatura digital, além de startups de tecnologia e empresas que fazem parte do Programa Brasil Mais Produtivo e Mover. 

Além disso, um talkshow com temas de inovação e transformação digital será apresentado todos os dias. 

Para participar do Indústria 360°, faça seu credenciamento para visitar a FEIMEC 2026