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Confira os produtos que você pode parar de usinar para imprimir em 3D

O segmento de impressão 3D no Brasil praticamente dobra a cada ano e a expectativa é de que o crescimento continue pelos próximos dez anos. O levantamento da consultoria americana Wohler Associates indica que os negócios com impressoras 3D movimentaram US$ 5,1 bilhões no mundo em 2016. O número representa 30% a mais em comparação a 2015. Até 2020, a estimativa é a de que a cifra chegue a R$ 21 bilhões. Outra consultoria, a Gartner, estima que, no ano de 2016, existiam no mundo 455,7 mil unidades de impressão 3D, número que deve saltar para 6,7 milhões em 2020.

Isso mostra o grande avanço dessa tecnologia que integra o conceito da Manufatura Avançada e que está vindo com força como uma alternativa ao processo de usinagem tradicional.

Confira, portanto, a seguir,  os produtos que você já pode começar a produzir com o auxílio das impressoras 3D, além dos principais benefícios desse método de manufatura para a indústria.

Produtos que podem ser impressos em 3D

Como já falamos anteriormente por aqui, a impressão 3D é um processo de fabricação aditivo que cria um objeto físico a partir de um design digital e que já está sendo introduzido nas indústrias nacionais.

“Qualquer produto usinado pode ser impresso em 3D. No entanto, existem várias tecnologias de impressão 3D, cada uma adequada a uma aplicação específica”, destaca Andre Skortzaru, diretor de Operações da 3D Criar, da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo Cietec/USP/IPEN.

As principais tecnologias de impressão 3D são FDM (depósito de filamentos fundidos), SLA (estereolitografia), DLP (projeção de luz) e SLS (sinterização seletiva a laser). Atualmente, grande parte da impressão 3D para a substituição da usinagem é usada para a prototipagem rápida e a produção de mockups.

Diferença entre usinagem e impressão 3D

Cabe destacar a diferença entre um processo e outro. Na usinagem, existe a subtração do material a partir de um bloco. Já na impressão 3D, ocorre a edição do material, de acordo com a geometria da peça e o seu volume.

Diversas empresas já estão deixando o processo de usinagem e migrando para os produtos impressos. A tecnologia de usinagem foi muito utilizada até 2015, devido ao seu custo-benefício, precisão e produtividade. Entretanto, atualmente, com a evolução das impressoras 3D, a usinagem vem perdendo espaço no mercado, tanto na área de produção quanto no setor de desenvolvimento de produtos, protótipos e engenharia.

Exemplos de aplicação da tecnologia 3D

Empresas como a fabricante de ônibus e caminhões MAN Latina América já utilizam a tecnologia para elaborar protótipos de peças na fábrica de Resende, no Rio de Janeiro. Desde 2007, a linha Mizuno das alpargatas utiliza a impressão 3D para fazer os projetos de solado, parte complexa do tênis e de maior valor agregado. A Fiat também é outro exemplo. A empresa utiliza há mais de dois anos a impressão 3D para fazer protótipos em nylon altamente resistentes.

Benefícios da impressão 3D

A impressão 3D é uma grande aliada das indústrias, principalmente de médio porte, para reduzir gastos de produção, tendo em vista que o tempo para o desenvolvimento de uma peça é mais curto do que aquele demandado para a usinagem. “A impressão 3D, geralmente, é mais barata, muito mais rápida e fácil de utilizar para fazer uma peça”, lembra Skortzaru.

Outro ponto que se pode destacar é o barateamento do preço das impressoras 3D no mercado. De 2016 pra cá, as tecnologias evoluíram de tal forma que se tornaram bastante acessíveis, inclusive para as pequenas e médias indústrias.

Até 2015, as máquinas eram restritas às impressoras industriais, que eram máquinas muito caras e pouco viáveis economicamente para pequenas empresas. “Agora, uma empresa com R$ 10 mil pode adotar a tecnologia de impressão 3D FDM e, com um investimento de R$ 40 mil,  pode ter uma máquina de DLP com capacidade de fazer protótipos de alta resolução, que antes eram restritos à usinagem, à ferramentaria e à injeção”, comenta o especialista.

 

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