Os portões da quinta edição da FEIMEC abriram na manhã dessa terça-feira, 5 de maio. Associações industriais, autoridades, expositores e outros representantes do setor participaram da cerimônia de abertura, que teve como foco a importância da indústria para o desenvolvimento do país.
A Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos é promovida pela ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), com organização da Informa Markets Latam.
Confira os destaques da abertura da FEIMEC 2026 a seguir.
Momento é desafiador, mas perfeito para a transformação
O primeiro a recepcionar o público foi Gino Paulucci Junior, Presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ. Agradecendo a presença de todos os convidados, ele destacou que a indústria é muito mais do que máquinas, processos e números. “O que move a indústria é a nossa capacidade de transformar desafio em soluções”.
E completou: “Hoje, competitividade industrial não é mais uma escolha, é uma equação construída sobre três pilares. Tecnologia para ampliar a capacidade produtiva, eficiência energética para reduzir desperdícios, escala inteligente para tornar tudo isso viável.”
Paulucci ainda comentou sobre como a integração entre máquinas, dados e inteligência artificial estão redesenhando fábricas inteiras, o que pode ser observado na própria FEIMEC.
“Se há uma mensagem que devemos levar dessa abertura é o futuro da indústria não será construído apenas por quem investe mais, mas por quem entende melhor. Entende melhor as tecnologias, os processos e as oportunidades.”
Márcio Elias Rosa, Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), foi o segundo a se pronunciar. Segundo ele, “o Brasil vive um momento desafiador mas muito bom”.
Sua fala destacou a atuação do MDIC e do BNDES, entre outras instituições governamentais, na transformação necessária para a indústria nacional.
“O governo entende que desenvolvimento econômico é a base do desenvolvimento social. E que, sem uma política industrial, você não avança na geração de emprego, distribuição de renda e na verdadeira justiça.”
O ministro citou programas como a NIB, a depreciação acelerada, o Brasil Mais Produtivo, Brasil Soberano (primeiro para enfrentar o tarifaço dos Estados Unidos, e agora para o desafio de abastecimento pelo Estreito de Ormuz), o Mover e ainda o Acordo Mercosul – União Europeia, todos oportunos para o desenvolvimento do setor. “Máquinas modernas, trabalhadores qualificados, tecnologia nacional, inovação, espaço para investimento. Essa é a equação que vai levar o país para dias melhores”.
Incentivos para indústrias em destaque
Representando Aloizio Mercadante, o Presidente do BNDES, quem corroborou no tema de políticas de incentivo foi José Luis Pinho Leite Gordon, Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES.
Gordon destacou que, na atual gestão, o BNDES se comprometeu em trazer de volta uma diretoria para o setor industrial e instrumentos de apoio e incentivo específicos. “Não é à toa que o BNDES bateu o recorde de apoio à inovação no setor industrial em 2024 e 2025. E esperamos que esse ano a gente bata de novo”.
Ele convidou os representantes das indústrias para que conheçam as linhas do BNDES, aproveitando também o suporte da ABIMAQ como entidade representativa. E além dos programas mencionados pelo ministro Rosa, Gordon lembrou do Fundo Clima, que dispõe de R$ 27 bilhões para 2026, “uma linha também extremamente incentivada, com taxa de 6,5% ao ano”.
Complementando o tópico, o deputado federal Vitor Lippi (São Paulo), Presidente da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos, destacou alguns desafios já conhecidos do setor: Custo Brasil, falta de mão de obra qualificada e os altos juros.
Nesse sentido, a notícia boa é que o Brasil dá seus primeiros passos na mudança do sistema tributário.
Futuro da indústria e compromissos da FEIMEC
Maria Cristina Moreira, Coordenadora da Comissão Organizadora FEIMEC e Presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta da ABIMAQ, deu as boas-vindas a todos os convidados e relembrou o aniversário de 10 anos da FEIMEC. “Ao longo dessa década, o evento se consolidou não apenas como a maior feira de máquinas e equipamentos da América Latina, mas também como coração pulsante da nossa indústria”.
Passando pelo papel da ABIMAQ na organização do evento, destacou: “Vivemos em uma era de grandes transformações. A competitividade atual nos impõe o desafio da eficiência, da digitalização e da sustentabilidade. Nesse cenário, a Câmara de máquinas, ferramentas e sistemas integrados de manufatura tem um papel vital de motor da modernização da nossa cadeia produtiva e de pilar para o crescimento econômico do Brasil.”
Já o Presidente da Informa Markets Latam repassou alguns números que demonstram a importância da feira. “De hoje até sábado, abrimos novamente as portas de um dos mais relevantes encontros da indústria na América Latina”.
“Em 2016, na primeira edição, a FEIMEC recebeu cerca de 23.000 visitantes. Em 2026, expectativa é superar a marca de 70.000 profissionais circulando pelos corredores da feira.”
No mesmo período, o número de marcas expositoras passou de aproximadamente 560 para mais de 1.000 marcas. A FEIMEC 2016, aliás, foi o evento que inaugurou o São Paulo Expo.
“Vivemos um momento decisivo para a indústria. A digitalização, a automação, a integração de sistemas, a inteligência artificial, a manufatura avançada e o uso cada vez mais estratégico dos dados estão transformando profundamente a forma como produzimos, competimos e tomamos decisões”, comentou.
Marco Basso finalizou sua fala desejando bons negócios a todos, com oportunidades de networking e aprimoramento profissional.
Ao final da cerimônia de abertura, todos foram convidados para a inauguração do Demonstrador de Soluções Tecnológicas da Indústria 4.0.
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