A sustentabilidade avançou os portões das áreas corporativas e agora está presente também nos processos industriais, como na caldeiraria. Essencial para o setor, essa atividade industrial tem considerado a agenda ESG, de modo a reduzir os impactos ambientais, melhorar a eficiência operacional e atender os requisitos do mercado.
A caldeiraria tem sim alguns desafios a serem vencidos, uma vez que suas etapas demandam o uso de energia e matéria-prima, além de gerar resíduos metálicos, emissões atmosféricas e efluentes.
A boa notícia é que a evolução da tecnologia tem mostrado caminhos efetivos quanto a produtividade e para a qualidade dos produtos fabricados sob o conceito da sustentabilidade. E, para os especialistas da FRW Engenharia, adotar práticas ecologicamente corretas não contribui apenas com o meio ambiente. “Traz benefícios também para a economia e eficiência dos negócios”.
Desafios ambientais no setor de caldeiras
O consumo energético é o pilar principal da caldeiraria. Os equipamentos utilizados representam uma parcela considerável da demanda por eletricidade, o que atesta a importância da modernização do parque fabril. Também, a manutenção adequada dos equipamentos e o monitoramento do consumo.
Tais medidas tendem a contribuir com a redução da pegada ambiental e para a eficiência dos respectivos processos. Segundo a FRW Engenharia, “caldeiras e máquinas de solda modernas consomem menos eletricidade e produzem melhores resultados”.
Outro ponto importante, como citado no início do conteúdo, é a geração dos resíduos metálicos. São sobras de chapas, perfis, tubos, etc. que podem voltar para a cadeia produtiva por meio da reciclagem. Ainda conforme a empresa, entre os resíduos, temos também os óleos e os solventes. Ou seja, investir numa gestão adequada para este fim pode resultar tanto em sustentabilidade ambiental quanto na redução de custos.
Por sua vez, as emissões atmosféricas geradas pelo setor em questão, principalmente nos processos de soldagem, corte e tratamento de superfícies, podem ser controladas com sistemas de exaustão, filtragem, monitoramento das operações e demais tecnologias eficientes. “Métodos de soldagem mais eficientes, como a soldagem a laser, reduzem o consumo de energia e produzem menos resíduos”, explica a FRW.
Já o consumo hídrico, presente nas etapas de limpeza, resfriamento e tratamento de superfícies pode ser reduzido por meio de diversas alternativas de reutilização da água.
Eficiência e economia circular
Ao que tudo indica a caldeiraria tem, hoje, uma visão mais sustentável e procura por mudanças efetivas, mas sem alterar completamente os processos produtivos. A ideia, portanto, é aumentar a eficiência e investir na economia circular. A saber, na própria soldagem pode haver um reaproveitamento energético, com maior controle dos parâmetros e planejamento adequado das operações.
A economia circular compreende, além do reúso dos materiais, a escolha adequada dos insumos. Alguns materiais podem oferecer menor impacto ambiental ou um grande potencial para a reciclagem, de modo a dar sustento à estratégia de sustentabilidade da caldeiraria. O aço, por exemplo, pode ser reciclado indefinidamente, sem perder suas propriedades.
Estruturação e normas para sustentabilidade
As iniciativas do setor de caldeiraria com relação à sustentabilidade dependem de uma estruturação capaz de transformar ações pontuais em uma política ambiental contínua. A ISO 14001, por exemplo, é uma das principais opções para indústrias que desejam estabelecer um sistema de gestão ambiental condizente com a pauta ESG.
A título de informação, a norma estabelece requisitos para a identificação de aspectos e impactos ambientais, bem como sugere o estabelecimento de objetivos, o acompanhamento dos indicadores e projetos de melhoria contínua. Conforme divulgou a Universidade de São Paulo (USP), são mais de 250 mil empresas certificadas em todo o mundo, incluindo as caldeirarias.
Essa ISO pode ajudar com o controle dos resíduos, as emissões, o gerenciamento do consumo hídrico e energético, o atendimento à legislação ambiental, entre outros aspectos. A ideia é dar previsibilidade aos processos e estabelecer prioridades de investimento.
ESG e compliance ambiental
A agenda ESG visa a capacidade de uma empresa em cumprir aspectos legais e regulatórios, incluindo o licenciamento, o gerenciamento de resíduos, as missões, o armazenamento dos produtos e demais obrigações ambientais.
Tais cuidados ganham ainda mais importância nas cadeias de fornecimento, cujas empresas envolvidas passam a exigir dos fornecedores informações sobre suas práticas.
Sendo assim, ter um compliance ambiental pode influenciar a imagem corporativa e a competitividade de uma empresa de caldeiraria. Trata-se de uma estratégia operacional para responder às pressões regulatórias e as demandas do mercado. Ou seja, uma oportunidade para a revisão dos processos, a redução dos desperdícios, a modernização das tecnologias e o aumento da eficiência operacional.
“A caldeiraria pode ser intensiva em recursos e energia, mas pode contar com práticas sustentáveis, e isso é fundamental para um futuro mais verde e eficiente”, conclui a FRW.